08 de julho de 2026
Internacional

Ucrânia: governo quer falar com oposição


| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, nomeou um importante assessor para organizar o diálogo de paz com a oposição depois dos violentos confrontos entre manifestantes e a polícia no domingo em Kiev.

A oposição alertou Yanukovich a não tentar ganhar tempo para esfriar os protestos. “É importante que esse diálogo leve a resultados”, disse o boxeador e agora líder político, Vitaly Klitschko. “Se as autoridades não cumprirem a sua palavra, a situação ficará mais tensa.”

A aparente concessão de Yanukovich se deu depois da violência e de um comício que reuniu cem mil pessoas em Kiev. Apesar dos pedidos da oposição para que a manifestação fosse pacífica, o comício acabou em confrontos.

Yanukovich concordou em iniciar um diálogo com a oposição depois de os enfrentamentos deixaram muito feridos, no dia mais violento dos dois meses de protestos contra o seu distanciamento da União Europeia e aproximação da Rússia.

O descontentamento explodiu com a recente aprovação de um pacote de leis que restringem a liberdade de reunião ao proibir a instalação de barracas, alto-falantes e palcos em lugares públicos, e permitir a detenção de manifestantes que estiverem usando capacetes ou máscaras.

Mais de 60 policiais ficaram feridos, segundo a polícia. O serviço médico de Kiev afirmou que cerca de cem civis buscaram tratamento.

Novos confrontos

Ontem, 1.000 manifestantes entraram em confronto com a polícia perto da sede do governo.

As ruas na região estão cheias de tijolos e destroços do domingo, incluindo ônibus e caminhões queimados. Os manifestantes dispararam fogos de artifício contra os policiais e jogaram coquetéis molotov. A polícia respondeu com balas de borracha e canhões de água.

O Ministério Público da Ucrânia pediu ontem para os manifestantes parar os confrontos com as forças de ordem, considerando que se trata de um “crime contra o Estado”.

“É necessário pôr fim imediatamente aos motins que são acompanhados de violência, incêndios criminosos, distúrbios violentos e que ameaçam a segurança nacional da Ucrânia. Não é só “vandalismo’. É um crime contra o Estado”, declarou o promotor Viktor Pchonka em um comunicado.