10 de julho de 2026
Internacional

ONU tenta salvar negociação de paz síria

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O mediador da ONU, Lakhdar Brahimi, se reuniu ontem a portas fechadas com delegados do regime sírio e da oposição para tentar convencê-los a começar a negociar hoje, em Genebra, uma solução para a guerra civil, após um início amargo, desta vez focando mais no cessar-fogo localizado e na troca de prisioneiros, em vez de acordos políticos.

O primeiro dia de negociações, na quarta-feira, foi dominado pela retórica violenta do governo do presidente Bashar al-Assad e de seus inimigos. Reunidos pela primeira vez em quase três anos de guerra civil, cada lado acusou o outro de cometer atrocidades e não mostraram nenhum sinal de compromisso.

Apesar da indisposição, as autoridades ainda mantém a esperança de poder salvar o processo ao dar um novo início às negociações com medidas para aliviar o sofrimento de milhões de pessoas no território sírio, especialmente em áreas isoladas, sem acesso à ajuda internacional.

“Nós tivemos algumas indicações claras de que as partes estão dispostas a discutir questões de acesso a pessoas necessitadas, e a liberação de prisioneiros e cessar-fogo locais”, disse o representante da ONU Lakhdar Brahimi.

Um dos negociadores da oposição, Haitham al-Maleh, disse que o humor é positivo, apesar de um primeiro dia difícil. Ele falou sobre um processo em duas fases, com medidas claras como a troca de prisioneiros, cessar-fogo, a retirada de armamento pesado e o estabelecimento de corredores de ajuda humanitária negociadas primeiro, antes da discussão sobre o futuro político.

As negociações permanecem frágeis, no entanto, com ambos os lados ameaçando se retirar - o governo diz que não debater a remoção de Assad, enquanto a oposição afirma que não permanecerá caso as conversas não parte da premissa da remoção de Assad.

União contra Assad

O líder da rede terrorista Al Qaeda, Ayman al-Zawahri, pediu aos radicais islâmicos sírios que parem de se enfrentar e se unam para combater o regime do ditador Bashar al-Assad.

A declaração foi feita após um mês de confrontos entre dois grupos rivais que pertencem ao grupo terrorista.