O secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Pepe Richa, irmão do governador Beto Richa (PSDB), negou, neste domingo (26), que tenha recebido propina de uma empresária mineira, conforme denúncia da revista "IstoÉ" desta semana, e disse temer que "interesses políticos eleitoreiros estejam envolvidos".
Segundo a revista, a empresária Ana Cristina Aquino, dona de duas transportadoras, disse ter pago R$ 500 mil a Pepe Richa. O objetivo seria abrir uma filial da empresa dela no Paraná para fechar um contrato na área de Transportes.
Em nota assinada pela Agência Estadual de Notícias do Paraná, o secretário afirma que as alusões ao nome dele "não têm fundamento" e são "inverdades absolutas".
No texto, Pepe Richa também afirma que irá ingressar com "processos judiciais contra quem apresentou a denúncia e contra quem a publica" e que teme "que interesses políticos eleitoreiros estejam envolvidos".
Disse ainda que pedirá "investigação policial para apurar as responsabilidades sobre a denúncia e sobre os interesses que possam orientá-la" e sobre o uso indevido do nome dele em "negociações escusas".
Denúncia
Reportagem da revista "IstoÉ" desta semana traz denúncias envolvendo o ex-ministro e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o ministro do Trabalho, Manoel Dias, entre outros.
A empresária mineira Ana Cristina Aquino, dona de duas transportadoras, afirmou à revista ter entregue R$ 200 mil a Lupi, para que ele viabilizasse a criação de um sindicato. Segundo a revista, Manoel Dias também faria parte do esquema.
À "IstoÉ", Aquino afirmou: "Levei R$ 200 mil para ele. Carregando uma bolsa nas costas, fui direto para o gabinete dele. Segurando uma mochilinha da Louis Vuitton."
Procurado, o Ministério do Trabalho não se pronunciou.
À Folha de S.Paulo, Lupi negou as acusações da empresária e disse que pretende mover uma ação criminal contra Aquino na próxima semana.
"Isso tudo não existe, nunca existiu. Eu não vou polemizar com quem não merece. Vou entrar com uma ação, só isso", disse o ex-ministro.