08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Governo Militar


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Quando se fala em governo militar temse a impressão e particularmente aos menos avisados que o regime seria de ditadura e da exclusão do bem maior da pessoa humana, que é a liberdade de expressão.

Fui vereador à época do regime e sempre reconheci os trabalhos dos governos militares, embora tendo sido eleito pela oposição.

Lembro-me da duplicação da Via Dutra, da rodovia Rio-Juiz de Fora, da construção da belíssima ponte Rio-Niterói. Lembro-me também da criação do Proalcool e do impulso que os militares deram à Petrobras, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais do que no período anterior. Hoje a Petrobras, é o que diz a mídia, encontra-se em situação caótica.

Li nos jornais da época que o Brasil, de 45ª economia do mundo passou para 6ª, dando alegria ao povo brasileiro. Em 1971 o Brasil alcançou o segundo maior construtor de navios do mundo. E foi no governo militar que houve uma mudança no cenário brasileiro com as construções das hidroelétricas, algumas das maiores do mundo, como a Tucurui, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu.

A criação das usinas logo após suas inaugurações, os lares de grande povo do Brasil que se utilizavam de velas e lampiões passaram com a construção de melhores de torres de alta tensão espalhadas por todo território brasileiro e que levaram ao povo brasileiro a energia que nunca tiveram.

O governo militar também criou um Mobral que ensinou milhares e milhares de brasileiros a ler e a escrever. O homem do campo também foi beneficiado com o Funrural, tendo a partir daí os mesmos direitos do trabalhador urbano ou da cidade.

No campo da informática, o governo militar trouxe ao Brasil a TV a cores, a Embratel, a Telebras, Angra 1 e 2, e no sistema previdenciário o INPS e o Iapas, entre outros. Além das rodovias abertas e pavimentadas, reuniu os povos entre norte e sul, leste e oeste, com rodovias interligando o povo brasileiro. Ao final, só para dizer que os dados são reais, digo que não conheci e nem tive conhecimento que um militar tivesse ficado rico. Apenas para recordar...

Nelson Neme