Em duas solenidades, seis vereadores assumiram, na segunda-feira (27), na Câmara dos Vereadores de Sabino (140 quilômetros de Bauru) as vagas dos parlamentares cassados pela Justiça Eleitoral por abuso do poder econômico e compra de votos na eleição municipal de 2012. À tarde, no cartório eleitoral de Lins foi feita a diplomação e, à noite, foi dada a posse os parlamentares. Logo em seguida houve a eleição da nova mesa diretora da Casa.
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Gilson Jorge Herrero/City News Guaiçara |
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Primeira secretária Deolinda Zane (PSD), Edson Poloni (PSD) novo presidente da Câmara de Sabino e Antonio Donizete (PPS) segundo secretário |
Os suplentes que assumiram o mandato são Antonio Donizete Guiller Savazzi (PPS), Sebastião da Cruz, (PPS), João Pires Rodrigues (DEM), Adão Afonso Teixeira (PMDB), José Benedito Machado (PSD) e Deolinda Maria Zane (PSD). Eles substituíram os parlamentares cassados Alexandre Ezídio da Silva (PV), Henry Manfrim Ozório Dias (PT), João Roberto Carnicer Artero (PSB), Paulo César Flores (PSB), Valdecir Brandão (PSB) e Wagner Alexandre (PR) por conta da sentença do juiz da 297ª Zona Eleitoral de Lins, Antonio Fernando Bittencourt Leão, que julgou procedente a Ação de Investigação Eleitoral (Aije).
Eles foram acusados de participação em esquema de compra de votos nas últimas eleições. Os cassados tiveram decretada a inelegibilidade por oito anos subsequente ao pleito de 2012 e mais pagamento de multa no valor de R$ 25 mil cada um. A sentença ainda cabe recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas os vereadores cassados tiveram que deixar os cargos, porque não conseguiram liminar que possibilitasse o efeito suspensivo da decisão judicial.
Na sentença, o juiz determinou que o vereador mais antigo da Casa, Edson Poloni (PSD), assumisse a presidência para a eleição da mesa diretora. Poloni acabou sendo tambném eleito presidente, Adão Afonso Teixeira (PPS) vice-presidente, primeiro-secretário Deolinda Zane (PSD) e segundo-secretário Antonio Donizeti Guiller Tavares (PPS).
A Justiça também cassou os registros de 18 suplentes da mesma coligação. Os candidatos a prefeito e vice, Carlos Eduardo Cruz Bergamaschi (PSB), “Carlos Tetão”, e Carlos Alberto Florindo, o “Lelo”, já tinham sido cassados no ano passado pela participação no mesmo esquema de abuso do poder econômico e compra de votos.
Os seis vereadores cassados entraram com pedido de liminar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para reassumirem as vagas, mas foi indeferido na última quinta-feira (23).
O juiz de Lins afirma na sentença que ficou provada a participação de todos os réus no esquema montado para fraudar o resultado das eleições municipais de Sabino. O esquema foi denunciado por um dos candidatos da coligação da com comprovação de farta documentação apreendida pela Justiça Eleitoral na residência de Bruno Rípoli, coordenador da campanha eleitoral.