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Malavolta Jr. |
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Júlia Keine estava sentada no degrau da porta de casa quando foi atingida na cabeça |
Juntamente com 2010, este mês de janeiro, faltando ainda dois dias para acabar, já é o mais violento dos últimos sete anos. A vítima mais recente da triste estatística foi Júlia Aparecida Keine, de 52 anos. A mulher, que foi atingida no último dia 18 por um projétil destinado ao seu filho, morreu na madrugada de ontem.
O crime ocorreu na quadra 20 da rua Santos Dumont, no Jardim São José, região do Jardim Bela Vista. Conforme o JC publicou, Júlia tomou um tiro na cabeça quando estava sentada no degrau da porta de sua casa. O disparo partiu de um Golf preto, que fugiu na sequência.
De acordo com a polícia, o tiro era endereçado ao filho da vítima, Silvio Carlos Keine de Souza, 31 anos. O rapaz teria dívida de drogas com o acusado (leia mais abaixo).
Quando a viatura policial chegou ao local, ela já havia sido socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva do (UTI) do Hospital de Base (HB), onde estava internada. Ontem, porém, não resistiu e morreu.
Com base no relato de testemunhas, uma equipe da Força Tática da Polícia Militar (PM) conseguiu localizar o autor dos disparos. Claudemir Teixeira da Luz Junior, 29 anos, foi detido em sua residência, na quadra 2 da rua Tertuliano de Andrade Bueno, na Vila Bom Jesus, próximo à casa da vítima, e confessou o crime.
O velório de Júlia ocorreu no Centro Velatório Municipal Liberato Tayano e o corpo foi sepultado ainda ontem no Cemitério Cristo Rei.
Difícil prevenção
Com o homicídio de Júlia, 2014 começa com uma marca triste e preocupante. De acordo com levantamento extraoficial do Jornal da Cidade, nos últimos sete anos, somente em 2010 o primeiro mês do ano havia atingido a marca de sete assassinatos.
“O homicídio é um crime que consideramos algo pontual. É algo de difícil prevenção. Na maior parte dos casos, o assassino é um criminoso eventual e não em potencial. Então, não podemos falar em tendência para o ano”, pondera o delegado seccional de Bauru, Ricardo Martines.
Contudo, faltando ainda dois dias para o mês acabar, a média já assusta. Trata-se de um homicídio a cada quatro dias.
Em entrevista recente ao JC, o major Flávio Jun Kitazume, comandante interino do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPMI), também comentou o mês com violência acima da média. “É algo que nos preocupa. Vemos que muitos homicídios de 2014 foram por motivos fúteis”, disse.
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Divulgação |
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Claudemir relatou que não conseguia receber o dinheiro |
Motivo foi dívida de drogas; atirador e filho da vítima cumpriram pena juntos
O sétimo homicídio de 2014 foi motivado por uma dívida de drogas. Claudemir Teixeira da Luz Junior, 29 anos, contou à polícia que, em 2006, cumpriu pena na mesma unidade prisional onde o filho de Júlia, Silvio Keine, ficou preso.
Na ocasião, segundo a versão de Claudemir à PM, Silvio teria contraído uma dívida com ele relacionada à compra de entorpecentes, que não foi paga.
Claudemir relatou aos policiais militares que, nos últimos meses, vinha tentando receber o dinheiro, sem sucesso.
Como as ameaças não surtiram efeito, ele teria decidido matar o desafeto. Claudemir diz que avistou Silvio na casa e desceu do carro com a arma engatilhada.
Ele alegou que, no momento em que efetuou o disparo, Silvio saiu correndo e o tiro acabou acertando a cabeça da mãe do alvo. A arma do crime não foi localizada.
Tempestade após a calmaria
2014 começa bastante violento após o ano anterior ter apresentado considerável redução no índice de homicídios. Conforme o JC trouxe ontem, dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) mostram que os assassinatos haviam caído 25% em comparação a 2012.
A estatística oficial aponta que, em 2013, foram 35 homicídios. São 12 casos a menos do que no ano anterior.
Para se ter uma ideia, com apenas 28 dias, 2014 já soma 20% do total de assassinatos de 2013.
Antes de Júlia Keine, que morreu ontem, a última vítima fatal havia sido um homem encontrado com 60% do corpo carbonizado. Ele, que ainda não foi identificado, estava na linha férrea, nas proximidades do Terminal Rodoviário.
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