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João Rosan |
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Quadras 1 e 2 da rua Valdir José da Cunha tiveram o asfalto destruído |
Nem mesmo o plantão realizado no último sábado por funcionários da Secretaria Municipal de Obras foi suficiente para suprir a demanda de trabalho nos pontos afetados pelo temporal da última quinta-feira.
Ainda ontem, a pasta trabalhava com todo seu efetivo operacional – cerca de 350 homens – nas ruas da cidade para conseguir recuperar os estragos.
De acordo com a secretaria, ao menos 30 locais já receberam as melhorias, mas a indicação de novas áreas danificadas não para de chegar à prefeitura.
A pressão tem sido tanta que o próprio secretário faz um apelo para que a população auxilie na descoberta de novos pontos afetados.
“Dependemos da colaboração da população para encontrar os estragos e recuperá-los o mais rápido possível. Estamos com todo efetivo nas ruas. Hoje mesmo, tive que pedir a realocação de um pessoal, que realizaria a obra da cabeceira do viaduto da Alfredo Maia, para atender a demanda emergencial resultada da chuva”, comenta o secretário de Obras, Sidnei Rodrigues.
Novos pontos
Enquanto conversava com a reportagem, na manhã de ontem, o secretário antecipou o endereço de três novos locais afetados, que foram informados por moradores somente cinco dias após o temporal. Entre eles, estão duas quadras de uma mesma rua localizada na Vila Industrial.
Recentemente pavimentadas, as quadras 1 e 2 da rua Valdir José da Cunha tiveram a totalidade do asfalto danificado.
“A chuva arrancou tudo. Essa informação chegou agora. Vamos direcionar parte do efetivo para refazer toda a pavimentação. O asfalto lá era novo, acho que não tinha nem dois anos”, afirma o secretário de Obras, Sidnei Rodrigues.
Além dessas, outra obra de recuperação seria avaliada ontem pela secretaria após a reclamação de moradores.
“Ficamos sabendo há pouco também que a ponte Barra Grande, perto de Tibiriçá, foi danificada e corre risco de desabamento, mas ainda precisamos checar”, completa Sidnei.
Atraso no calendário
Enquanto a Secretaria de Obras se desdobra para atender a demanda por recuperações de ruas, pontes e avenidas, parte das obras previstas no calendário oficial registra atrasos.
No último sábado, o JC publicou uma reportagem abordando a paralisação de algumas delas. Na ocasião, a prefeitura informava que a normalidade dos serviços aconteceria nesta semana.
“O problema é que, a todo momento, realoco o pessoal para atender as emergências resultadas da chuva. Enquanto não finalizarmos tudo, as obras do calendário ficarão paralisadas. Tudo dependerá das urgências que surgiram”, reforça Sidnei.
Entre os serviços que foram adiados por conta da realocação de pessoal estão as obras em duas pontes que ligam a cidade ao bairro rural Água do Paiol.
Outra obra que já devia ter sido iniciada é a construção da baia de recuo do trânsito na avenida Nações Unidas, na altura do supermercado Paulistão. A obra faz parte das ações da Emdurb e da prefeitura para diminuir o índice de acidentes no trecho.
Além disso, também está em atraso a obra de pavimentação e recape das três quadras próximas ao Sesi, ao lado do Horto Florestal.
Serviço
Os pontos afetados pela chuva em Bauru devem ser comunicados à Secretaria Municipal de Obras por meio do telefone (14) 3235-1111.
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Éder Azevedo |
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Maria Inês Faneco mostra ponte que liga Falcão à Independência, que está intrasitável |
Obras ‘esquece’ outro lado de ponte
A correria para finalização dos serviços de recuperação dos estragos provocados pelo temporal da última quinta-feira é tanta que a Secretaria Municipal de Obras “não enxergou” ou “se esqueceu” até mesmo de consertar o outro lado (direito, no sentido bairro-Centro) da calçada de uma ponte que liga a Vila Falcão à Vila Independência, na altura da rotatória da avenida Castelo Branco.
A estrutura fica entre a rua Vereador Antônio Ferreira de Menezes e a avenida Alfredo Maia.
“Sinalizaram e consertaram a ponte só do lado esquerdo, que dá acesso a uma igreja e esqueceram-se dos pedestres que passam pela calçada do outro lado. Eu mesma tive que sinalizar. A ponte é muito utilizada e, se alguém caísse no buraco, iria direto para o rio”, conta a moradora das imediações, Maria Inês Faneco.
A reclamação em relação ao conserto “pela metade” foi parar, inclusive, no Facebook, onde a moradora denunciava o problema a alguns vereadores. Moradoras da Vila Falcão ameaçam ficar nuas hoje, em protesto, caso os reparos necessários não sejam feitos até esta quarta-feira.
Questionado, o secretário Sidnei Rodrigues foi até o local para constatar o problema.
“Realmente não tinha visto. O pessoal soube disso ontem (anteontem) à tarde, mas ninguém me passou nada. Só é possível ver o problema passando a pé por lá. Está bem perigoso mesmo, vamos começar a recuperação amanhã (hoje)”, afirma Sidnei.
As obras para recuperação da calçada da ponte em questão tiveram início na última sexta-feira.