03 de abril de 2026
Regional

Seis vereadores tomam posse em Sabino

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Em duas reuniões solenes, seis vereadores assumiram na segunda-feira na Câmara de Sabino (140 quilômetros de Bauru) as vagas dos parlamentares cassados pela Justiça Eleitoral acusado de abuso do poder econômico e compra de votos na última eleição. À tarde, no cartório eleitoral de Lins foi feita a diplomação e à noite no Legislativo foi dada a posse aos ex-suplentes. Logo em seguida houve a eleição da nova mesa diretora da Casa.

Os vereadores que assumiram o mandato são Antonio Donizete Guiller Savazzi (PPS), Sebastião da Cruz, (PPS), João Pires Rodrigues (DEM), Adão Afonso Teixeira (PMDB), José Benedito Machado (PSD) e Deolinda Maria Zane (PSD). Eles substituíram os parlamentares cassados Alexandre Ezídio da Silva (PV), Henry Manfrim Ozório Dias (PT), João Roberto Carnicer Artero (PSB), Paulo César Flores (PSB), Valdecir Brandão (PSB) e Wagner Alexandre (PR) por conta da sentença do juiz da 297ª Zona Eleitoral de Lins, Antonio Fernando Bittencourt Leão, que julgou procedente a Ação de Investigação Eleitoral (Aije).

Os cassados foram acusados de participação em esquema de compra de votos nas últimas eleições. Eles tiveram decretada a inelegibilidade por oito anos subsequente ao pleito de 2012 e mais pagamento de multa no valor de R$ 25 mil cada um. A sentença ainda cabe recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas os seis tiveram que deixar os cargos, porque não conseguiram liminar com o efeito suspensivo da decisão judicial que suspende os registros das candidaturas.

O juiz determinou que o vereador mais antigo da Casa, Edson Poloni (PSD), assumisse a presidência para eleger a mesa diretora. Poloni acabou também eleito presidente, Adão Afonso Teixeira (PPS) vice-presidente, primeiro-secretário Deolinda Zane (PSD) e segundo-secretário Antonio Donizeti Guiller Tavares (PPS).

A Justiça também cassou os registros de 18 suplentes da mesma coligação. Os candidatos a prefeito e vice, Carlos Eduardo Cruz Bergamaschi (PSB), “Carlos Tetão”, e Carlos Alberto Florindo, o “Lelo”, já tinham sido cassados no ano passado pela participação no esquema de abuso do poder econômico e compra de votos.

O juiz de Lins afirma na sentença que ficou provada a participação de todos os réus no esquema montado para fraudar as eleições municipais no ano passado. A fraude foi denunciada por um dos candidatos da coligação e com comprovação de farta documentação apreendida pela Justiça Eleitoral na residência de Bruno Rípoli, coordenador da campanha eleitoral. O advogado dos seis vereadores pediu anulação da eleição, após a retotalização de votos decretada pela Justiça Eleitoral por entender que sem a votação de duas coligações não teria atingido 50% dos votos válidos.