O Palmeiras acertou ontem a contratação de seu nono reforço na temporada. Trata-se do lateral esquerdo Paulo Henrique, 20, revelado nas categorias de base do Santos.
Paulo Henrique chega ao Palmeiras por empréstimo até o fim do ano e preferência para aquisição em definitivo, ao término deste período, para o clube alviverde.
Assim como Bruno César e Alan Kardec, Paulo é ligado ao empresário Marcos Casseb, que trabalha para a Traffic. Paulo chega ao Palmeiras como uma espécie de compensação pelo sucesso na contratação de Bruno.
O jogador chegou a ser repassado sem custos ao Rio Ave, de Portugal, em agosto do ano passado, quando seu contrato se encerrou. Mas o lateral foi reprovado nos exames médicos devido a uma lesão nos ligamentos do joelho esquerdo.
Devolvido ao Santos, o atleta fez todo tratamento para recuperação no clube da Baixada Santista, mas não assinou novo contrato com o time alvinegro.
Paulo Henrique participou da campanha do Santos na conquista do título Paulista de 2012. O lateral esteve em campo em cinco oportunidades, incluindo os clássicos contra São Paulo e Portuguesa.
O Palmeiras agora conta com três laterais esquerdos no elenco, pois contratou William Matheus, o próprio Paulo Henrique, e já contava com Juninho.
Em compensação, para o lado direito, tem apenas Wendel, volante de origem. Bruno Oliveira, revelado nas categorias de base, tem lesão muscular na coxa direita.
Os nove reforços do Palmeiras para a temporada são os laterais Paulo Henrique e William Matheus, os zagueiros Lúcio e Victorino, o volante França, os meias Marquinhos Gabriel e Bruno César, e os atacantes Diogo e Rodolfo.
Bruno César é apresentado
O meia-atacante Bruno César foi apresentado na tarde desta terça-feira (28) à torcida palmeirense.
O jogador, que já teve uma passagem pelo Noroeste no ano de 2009, estava no futebol árabe, no Al-Ahli, onde disputou 29 partidas e marcou 12 gols.
Para assinar contrato de empréstimo com o Palmeiras por um ano, Bruno César, 25, abriu mão de receber cerca de R$ 2 milhões em luvas devidas a ele pelo Al Ahli, da Arábia Saudita, que detém os seus direitos econômicos além dos salários de dezembro e janeiro.
O meia revelou à Folha de S.Paulo que abriu mão do valor para poder acelerar sua chegada ao Palmeiras.
"Nós tentamos negociar para receber. Mas, como eu queria vir logo ao Palmeiras, achei melhor abrir mão", disse o jogador. Inicialmente, o Al Ahli tentou repassar a dívida ao Palmeiras, que negociou para trazer o jogador ao Brasil sem custos.
Além disso, Bruno vai receber no Palmeiras salários 50% menores do que ganhava no Al Ahli.
Bruno chega ao clube alviverde por empréstimo de um ano. O Palmeiras tem assegurada em contrato a preferência para contratá-lo definitivamente por R$ 16,4 milhões quando o empréstimo terminar.
Ele usará a numeração 30 em sua camisa.
Estreia
Fora de forma, o jogador acredita que vai precisar de aproximadamente 15 dias para estar pronto para jogar. Desse modo, ele poderia concretizar seu desejo de estrear justamente no clássico contra o Corinthians, no dia 16 de fevereiro.
"Entrar em campo contra o Corinthians é um dos objetivos. Não importa se por 45 minutos ou os dois tempos. É um clássico com mando deles. Vai ser importante pelo marketing. O que eu quero é estar bem até o dia 16", disse o jogador.
A declaração faz parte do esforço do Palmeiras em tentar desvincular a imagem de Bruno César do Corinthians, clube em que ele se destacou entre 2010 e 2011, chegando a ser convocado para a seleção brasileira.
Em todos os materiais de divulgação sobre a contratação do jogador, o Palmeiras tem feito questão de ressaltar a passagem do atleta pelo Palmeiras-B, em 2007, e de tratar a contratação dele como uma volta para casa.
"Realmente, passei aqui em 2007 e acho que fiquei devendo um pouco. Mas saí sem mágoas, a diretoria era outra e só estou pensando em fazer bem o meu trabalho por aqui", disse o meia.
Bruno César acredita que possa fazer dupla com Valdivia no meio-campo do Palmeiras.
"Ele é destro e eu sou canhoto. Ele joga centralizado e eu também atuo pelos lados do campo. Sei que é o [técnico] Kleina quem decide, mas eu posso colaborar nos dois posicionamentos", afirmou.