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Arquivo/Paulo Whitaker/Reuters |
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PMDB pode ter mais um ministério em troca de apoio à reeleição da presidente |
A presidente Dilma Rousseff deveria iniciar oficialmente ontem a terceira de suas reformas ministeriais. Aloizio Mercadante, Arthur Chioro, José Henrique Paim, foram confirmados extraoficialmente para a Casa Civil, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação. Até o fechamento desta edição, não havia informações oficiais.
Dilma tem sido aconselhada por interlocutores a rever sua posição e dar o sexto ministério ao PMDB. O objetivo é evitar rebeliões no partido, estratégico ao projeto de reeleição.
Dilma retornou de Cuba ontem disposta a retomar as negociações para a última reforma ministerial deste ano.
Ontem, integrantes do governo se mostravam pessimistas com a ida do empresário Josué Gomes para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Nos últimos dias a presidente foi avisada das dificuldades do interlocutor em deixar a Coteminas, empresa da família.
Com isso a pasta pode ser usada para contemplar um aliado para acomodar alguém da cota pessoal de Dilma Rousseff.
A presidente Dilma tem três destinos para acomodar aliados: Desenvolvimento; Ciência e Tecnologia; e Secretaria de Portos. Num dos cenários, o PMDB poderia ser alojado na primeira ou na segunda pasta. Nesse desenho, Portos poderia acomodar o PTB, cujo indicado é Benito Gama.
A Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política com o Congresso, tende a seguir com a petista Ideli Salvatti.
Somente duas mudanças já foram confirmadas extraoficialmente: Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Arthur Chioro (Saúde).