09 de julho de 2026
Geral

Saúde confirma primeiro caso de leishmaniose visceral de 2014


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A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Saúde Coletiva, confirmou ontem três novos casos de leishmaniose visceral americana (LVA) em Bauru – dois referentes a 2013 e o primeiro registro de 2014.

Os dois casos de 2013 referem-se a um homem de 32 anos, morador do Núcleo Índia Vanuire, tratado no Hospital Manoel de Abreu, e um menino de um ano, morador do Parque Jaraguá. Em 2014, o caso é de uma criança de um ano, também moradora do Jaraguá. Ambos receberam tratamento no Hospital Estadual.

Sendo assim, Bauru passa a totalizar, em 2013, 26 casos de LVA, com um óbito. Em 2014, um caso foi registrado, sem óbito.

Os principais sintomas da leishmaniose visceral no homem são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos. Na maioria dos casos, o período de incubação é de dois a quatro meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses.

Em casos do aparecimento de alguns dos sintomas acima, deve-se procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima da residência para o possível diagnóstico da doença e as demais providências necessárias.

A doença

A leishmaniose visceral é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi.

Não é contagiosa, nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado.

No caso de prevenção contra leishmaniose, é necessário evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença.

Para tanto, o Departamento de Saúde Coletiva recomenda os seguintes cuidados: eliminação diária das fezes acumuladas dos animais; recolhimento de matéria orgânica em decomposição no solo; evitar árvores frutíferas de grandes copas, ou seja, manter as árvores devidamente podadas.

A vigilância alerta também que é proibida a criação de animais tais como porcos e galinhas em área urbana, principalmente pela preferência do mosquito-palha por estes locais.

Na  área urbana, os cães são os principais animais hospedeiros e os sintomas no animal são bastante variáveis, sendo comum o aparecimento de lesões de pele acompanhadas de descamações e, eventualmente, úlceras, perda de peso, lesões oculares, atrofia muscular e, em alguns casos, o crescimento exagerado das unhas.

Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte. É, por lei, proibido tratar o animal, sendo obrigatória a eutanásia.