|
Malavolta Jr. |
|
|
|
Poste aceso fica na quadra 1 da rua Ruy Mendes de Rosis, perto do Bauru Shopping |
Se, para a dona de casa Ozélia Matheus Bino, a energia elétrica é um benefício distante da realidade, em outro ponto da cidade a oferta transcende a necessidade.
Com o sol a pino, um poste de iluminação pública aceso provoca estranheza e indignação em moradores e trabalhadores que circulam pelo Jardim Infante Dom Henrique, nas imediações do Bauru Shopping.
Segundo relato da vizinhança, a lâmpada do poste – localizado na quadra 1 da rua Ruy Mendes de Rosis – permanece acesa as 24 horas do dia há pelo menos dois anos. Alguns relatam que a CPFL Paulista, concessionária do serviço de distribuição de energia, já foi acionada para resolver o problema.
Mas ontem, conforme a reportagem pôde conferir, o dispositivo continuava ligado, inutilmente, no período diurno. “A gente faz a nossa parte, procura economizar, mas quem deveria dar o exemplo não cuida. É um desperdício de energia”, reclama o porteiro Júlio Ari Tiritan, 55 anos, que trabalha há três anos em um edifício localizado na quadra 1 da rua Ruy Mendes de Rosis. Segundo ele, o defeito persiste há cerca de dois anos.
“Já teve morador que ligou na CPFL, morador que avisou o prefeito. Mas ninguém tomou uma atitude para resolver”, lamenta. Vendedor de uma loja próxima, Sérgio Martins, 40 anos, comprova que o problema não apareceu agora. “Trabalho há nove meses aqui e, desde que eu comecei, essa luz já estava acesa 24 horas por dia”, revela.
Além da indignação diante do desperdício quando campanhas sobre o uso consciente de energia são amplamente divulgadas, a sensação é de que há descaso, já que o poste, ao que parece, está há pelo menos dois anos sem sequer ser notado por técnicos da concessionária.
“Acredito que seja uma falha do relê (interruptor fotoelétrico), que ninguém vem consertar”, considera.
Morador de um prédio ao lado de onde o poste está localizado, o aposentado Sidney Fernandes, 65 anos, conta que só notou o defeito quando foi interpelado pela reportagem. E ficou espantado ao saber que, conforme o relato de vizinhos, o mau funcionamento persiste há cerca de dois anos. “Alguma providência precisa ser adotada”, observa.
Também morador das imediações, o professor Júlio César Fernandes, 62 anos, admitiu que nunca tinha notado a lâmpada do poste acesa durante o dia, mas relativizou o problema. Segundo ele, o bairro enfrenta problemas mais graves, como o excesso de barulho provocado pela circulação de grande número de pessoas e veículos nas imediações.
A CPFL Paulista informou que, ainda hoje, irá enviar uma equipe para solucionar o problema.