09 de julho de 2026
Polícia

Lavrador é preso acusado de estuprar a filha deficiente

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Um lavrador de 61 anos foi preso, na manhã deste sábado (1), após ser acusado de estuprar sua filha de 35 anos, que possui deficiência mental. Ambos moravam na mesma casa, em uma chácara localizada no bairro Água do Paiol, às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Marília), em Piratininga (13 quilômetros de Bauru).

O homem foi preso em flagrante e seria encaminhado, ainda ontem, à Cadeia Pública de Barra Bonita. Segundo o delegado plantonista Marcelo Alves Firmino, o acusado já havia cumprido pena por ter estuprado outra filha, criança, há cerca de sete anos.

Por conta deste histórico, a família já vinha suspeitando de que o lavrador estivesse abusando da filha deficiente. “Eles relataram que ele elogiava o corpo da vítima e que, vez ou outra, tomava banho junto com ela”, comenta o delegado.

Além da filha de 35 anos, ele dividia o mesmo teto com um filho e uma nora. Na noite de anteontem, o casal havia saído da chácara e, ao retornar, flagrou o homem sem roupas, mantendo relações sexuais com a filha na sala da casa.

“Ele tentou disfarçar, mas as testemunhas foram precisas ao relatar o que viram. Ainda não é possível dizer há quanto tempo os abusos vinham ocorrendo, mas a gente acredita que sejam vários anos”, considera o delegado Marcelo Firmino.

 

Outra vítima

Na tarde deste sábado (1), além das duas testemunhas, outros parentes foram chamados para prestar depoimento na Delegacia de Polícia de Piratininga. Um deles relatou que o lavrador já teria tentado molestar uma terceira filha, que acabou conseguindo escapar do assédio.

Segundo familiares narraram, a mulher de 35 anos foi abandonada pela mãe ainda criança e acabou sendo criada por uma tia, irmã de seu pai, já falecida. Desde então, passou a ficar sob os cuidados do pai. Com base nos depoimentos, o delegado decidiu prender o acusado em flagrante por estupro de vulnerável. A vítima seria submetida, ainda ontem, a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Bauru. Devido à sua condição, ela será ouvida posteriormente, na presença de um psicólogo.