08 de julho de 2026
Cultura

Uma virada na vida

Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 4 min

Ela fez bacharelado em Artes Cênicas na Unicamp, mas se revelou mesmo como entrevistadora do CQC da Band. O ano passado pegou o público de surpresa, após quatro anos semanalmente frente às câmeras. Sumiu do programa da emissora, por alguns meses, foi alvo de fofocas que diziam que estava insatisfeita, depois houve desmentido e, por fim, a verdade veio à tona, no final de 2013: Monica Iozzi iria para a Rede Globo de Televisão. Atuar como atriz, exatamente a sua formação.

Mas eis que, neste início de 2014 outra surpresa: a estreia dela como crítica do BBB – 14. Ué, mas não saiu para ser atriz? É ela mesma quem responde: “Sim, sim. Minha formação é esta (artes cênicas), mas nunca me senti engessada. Tenho várias áreas de interesse: sou atriz, já trabalhei como repórter, produtora, continuo escrevendo a minha coluna sobre política na revista Status. Mas agora sinto que tenho que voltar ao ofício de atriz. Preciso voltar!”.

 

Oportunidade

A agora “ombudswoman” (espécie de ouvidora das críticas do público) está mais do que feliz da vida e acrescenta: “Além do teatro e do cinema, a Rede Globo está me dando a oportunidade de também atuar na TV. E isso não é maravilhoso? Pelo menos pra mim, sim!”.

Bom, se Monica Iozzi começou 2014 com uma certeza, a de que investiria mais na carreira de atriz, a jovem precisou tomar decisões importantes para que as coisas se concretizassem. Mesmo sem ter novas propostas, deixou, então, a reportagem e o humor do programa em que trabalhava desde 2009. “Eu achava que neste início de ano faria apenas o filme para o qual já estava contratada”, conta.

Uma coisa é certa: ela acaba de inaugurar uma nova profissão: crítica de tv, dentro do próprio programa. Críticos do BBB existem muito, especialmente nos grandes portais, mas dentro do próprio é algo inédito. Se por agora, trabalhará no Big Brother Brasil 14, depois do reality show, está cotada para ‘Búu’, novela de Daniel Ortiz dirigida por Jorge Fernando, que deve estrear no segundo semestre.

Para falar sobre todas essas mudanças e a expectativa com a fase, Monica conversa com a reportagem do portal Comunique-se! Desmentiu crise na saída da Band e ainda afirma ser delicioso criticar o programa apresentado por Pedro Bial, mas que considera maravilhoso ter espaço na dramaturgia da emissora. Confira a entrevista:

 

Como foi a sua saída da Band?

Foi muito tranquila. Sair foi uma escolha minha. Quero voltar a trabalhar como atriz e a rotina do CQC tornava isso impossível. Eles foram muito compreensivos, sempre mantivemos uma ótima relação. Fiquei no programa por quatro anos. Aprendi muito! Tenho orgulho do que fiz por lá.

 

Você já tinha proposta de ir para a Globo?

Saí da Band sem nada encaminhado. Não havia recebido convites de nenhuma outra emissora. Eu achava que neste início de ano faria apenas o filme para o qual já estava contratada (‘Super Pai’, com direção de Pedro Amorim). Mas, logo depois de anunciar meu desligamento da Band, propostas começaram a surgir. Fiquei surpresa e feliz.

 

Por enquanto, você atuará no BBB. Como será?

Terei uma participação semanal. Todas às terças terei um espaço para criticar, satirizar o programa. A ideia é que eu seja uma espécie de ombudsman (no caso woman) do ‘Big Brother’, mas sem nenhuma formalidade.

 

E após o término do reality show? Quais serão suas funções?

Fui contratada para o ‘Big Brother’ nas funções de redatora e apresentadora. Só após o final do programa é que devo começar a trabalhar na área de dramaturgia. Meu contrato de atriz com a Globo vai até dezembro de 2015.

 

Como você vê a oportunidade?

Estou muito feliz com tudo o que vem acontecendo. A possibilidade de poder voltar a trabalhar como atriz me deixou muito contente. Não vejo a hora! Mas, por enquanto, me divirto no ‘BBB’. É delicioso criticar o programa. O pessoal que está confinado é exagerado, meio tosco, engraçado mesmo. Parece uma novela mexicana permeada por provas malucas.

 

Como a sua experiência em TV vai ajudar nesta fase?

Fiz faculdade de Artes Cênicas, venho do teatro. São linguagens muito diferentes. O que sei de televisão hoje devo ao CQC. Além do conhecimento da parte técnica e de produção, o trabalho como repórter do CQC sempre me obrigou a trabalhar improvisando. Tudo isso me ajuda muito hoje. Foi essencial.