09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Rombo na balança comercial em janeiro é o pior da história

Folhapress
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Reprodução

A balança comercial mostra a diferença entre as importações e as exportações de produtos do País

O Brasil voltou a apresentar deficit comercial bilionário no início do ano. No mês passado, o saldo ficou negativo em US$ 4,06 bilhões, bem próximo ao verificado no mesmo mês do ano passado, mas o suficiente para bater um novo recorde histórico para todos os meses.


Em janeiro do ano passado, a balança comercial brasileira, que mostra a diferença entre as importações e as exportações de produtos do país, havia registrado resultado negativo de US$ 4,04 bilhões.


Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.


Exportações e Importações


As exportações em janeiro deste ano chegaram a US$ 16 bilhões, leve alta de 0,4% frente ao mesmo mês de 2013 pela média diária.


Houve queda de 2,6% nas vendas de manufaturados e de 5,8% nas de semimanufaturados, enquanto as de básicos subiram 5,3%.


Contou a favor o aumento da venda de petróleo em bruto (134%), farelo de soja (49%) e bovinos vivos (36%).


Já as importações em janeiro somaram US$ 20,1 bilhões, também um pequeno aumento de 0,4% em relação ao verificado no mesmo mês do ano passado pela média diária.


Cresceram as compras de bens de consumo (8,8%), bens de capital (7,1%) e matérias-primas e bens intermediários (3,2%). Por outro lado, caíram de forma significativa as importações de combustíveis e lubrificantes. Para esses produtos, a queda foi de 19,1%.


Destacaram-se os aumentos nas importações de vestuário (23,7%), móveis (46,1%), equipamentos móveis de transporte (49,6%) e máquinas e aparelhos de uso doméstico (48,2%).


Destinos


No primeiro mês de 2014, o Brasil conseguiu aumentar as vendas para China (27,7%) e Estados Unidos (11,4%).


Mas houve retração de 5% nas exportações para a União Europeia e de 6,2% para os países do Mercosul. A queda nas vendas para a Argentina, que vive uma crise cambial, voltaram a ser sentidas: diminuição de quase 14% nas exportações frente a janeiro de 2013.


Também caíram as vendas para o continente africano (-18,3%) e para a Europa oriental (-25%).

2013


Em 2013, o país iniciou o ano com perspectiva de deficit diante do atraso no registro de importações de combustíveis da Petrobras no valor de US$ 4,5 bilhões, mas fechou o ano com superavit de US$ 2,6 bilhões, queda de 87% frente ao ano anterior.


Em 2012, o saldo de US$ 19,4 bilhões já havia sido o mais baixo desde 2002.