O fato acontecido em 14/12/13, em que foi vítima o professor Antonio Carlos de Jesus, me parece mais um estranho acidente repetido além do normal. Se considerar o número de veículos que trafega em uma estrada em determinado trecho, e o número de veículos e motos que por alguns minutos param no acostamento, e que se tornam vítimas de colisão, atropelamentos, logo notamos que é realmente um fato estranho. Geralmente são rápidas as paradas nos acostamentos, talvez um pouco mais demorada quando para a troca de pneus, mas sempre que alguém está no acostamento é vítima de acidente.
Ao longo de quarenta anos trabalhei como representante comercial, viajei por muitos estados e todos tipos de estradas, sempre acompanhei na imprenssa as informações locais. E sempre me chamou a atenção esse tipo de acidente. Não tenho conhecimento técnico, nem estudos para avaliar a situação, mas o que me intriga é que se uma moto, um carro ou carroça, ou mesmo um pedestre no acostamento parece que funciona como um imã, parece que atrai o outro veículo que está passando, ou melhor, não atrai o veículo, mas o condutor é induzido a ir de encontro.
O que se passa na cabeça do causador do acidente? Será que são pessoas normais? Será que estão desafiando a vida? Será que são meramente grotescos ou bravateiros? Será que são daqueles de mente fantasiosa surreal? Autoridades, se aprofundares um pouco no assunto poderão chegar aos fatos e colaborar para que esses motoristas sejam retirados do trânsito. Hoje pouco viajo, mas não mais paro em acostamento rente a linha da pista de rolagem, é perigoso demais.
Adalgizo Witzel Martins Ferreira