11 de julho de 2026
Regional

Famílias começam a desocupar casas do Minha Casa Minha Vida em Agudos

Paola Patriarca com Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Famílias começaram a desocupar, na manhã desta terça-feira (4), as moradias do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida, que foram invadidas na última quinta-feira (30), no Parque Santa Cândida, em Agudos (13 quilômetros de Bauru). O pedido de reintegração de posse foi feito à Justiça pelo banco responsável.

Malavolta Jr. 

Moradores ocuparam casas que estão com obras paradas desde o ano passado

De acordo com uma das ocupantes, Roseli Faustino, apenas seis famílias retiraram seus pertences dos imóveis. “São poucos que têm para onde ir. Eu e mais 35 pessoas ainda estamos no local até arrumarmos lugar”, conta.

Segundo a Polícia Militar (PM), as famílias que deixaram as moradias se dirigiram para a prefeitura para protestarem o pedido de reintegração. Uma equipe policial acompanha o grupo e, até o momento, a manifestação segue pacificamente.

Conforme o JCNet publicou,  dezenas de famílias invadiram moradias do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida, que estão sendo construídas desde o fim de 2010. Elas reclamam da demora na conclusão da obra, que já foi paralisada três vezes e passou pelas mãos de duas construtoras.

Na próxima semana, a prefeitura irá se reunir com representantes do banco gestor para cobrar a rescisão do contrato com a empresa, que, desde o início do ano, estaria prestando serviços no local com apenas um pedreiro e um ajudante.

No início de 2012, o abandono na construção das 60 casas do programa federal para famílias com baixo poder aquisitivo levou quatro vereadores de Agudos a protocolar representação no Ministério Público Federal (MPF) em Bauru.

Na ocasião, o contrato com a construtora responsável pelo empreendimento foi rescindido, ela foi acionada judicialmente e o agente financeiro Bicbanco, que gerencia a verba liberada pelo Ministério das Cidades, contratou a Construlex para dar sequência aos serviços.

No ano passado, a empresa interrompeu os trabalhos, mas eles foram retomados depois que a prefeitura conseguiu liminar prevendo multa diária no caso de nova paralisação. Porém, apesar de mais de três anos de espera, as moradias não foram concluídas.

Segundo o prefeito Everton Octaviani (PMDB), até o Natal, a obra era executada normalmente. Desde o início do ano, no entanto, apenas um pedreiro e um ajudante estariam trabalhando no local. Irritadas com o atraso, cerca de 60 pessoas invadiram as residências.