A mídia menciona diariamente a estagnação em que nosso país se encontra, especialmente nos campos de crescimento econômico, educação e saúde, com o "pibinho", os analfabetos funcionais e o mau atendimento médico-hospitalar
No regime em que vivemos, a única chance de mudar o atual estado é através do voto, nas eleições presidenciais que se avizinham. Mas quem mudaria? Eduardo Campos, Aécio Neves, atuais candidatos da oposição inconvincente? Não é o que pensa o cientista político e especialista em gestão pública Luis Ferreira D?Ávila, em entrevista que saiu nas páginas amarelas da revista Veja, última edição.
Indagado se poderia haver uma mudança significativa a favor das reformas que tanto ansiamos, respondeu negativamente (pgs. 21): "Não consigo antever, hoje, uma grande mudança política mesmo com a vitória da oposição. Eduardo Campos e Aécio Neves passaram pelo governo estadual, deverão ser pragmáticos, e por isso deverão dar mais eficiência à administração da máquina pública. Mas não os vejo comprometidos com as reformas mais profundas. Falta a eles convicção. Parecem incapazes de mobilizar a opinião pública para defender a aprovação das reformas. Acredito que o Brasil terá uma mudança geracional importante a partir das eleições de 2018".
Terrivelmente desanimador. Ter que aguardar até 2018, quando deveremos estar enterrados mais fundo ainda no poço em que já estamos, para fazer o que precisa ser feito, não permite qualquer otimismo quanto ao que vai acontecer após a eleição de outubro, pouco importando quem vença. Mudança geracional? É de se duvidar que aconteça.
Certíssimo o velho ditado: cada povo tem o governo que merece...
O autor, Faukecefres Savi, é advogado e jornalista colaborador do JC