09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Guerra no asfalto


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Nos jornais das grandes cidades me chamam a atenção as notícias de primeira página sobre mortes no trânsito, a gente imagina que isso só em cidade grande que acontece, com grande densidade de automóveis e motos a entupir ruas. Mas me parece que no interior acontecem mais acidentes por automóveis e motos. Nas cidades do interior a matança também tem essa causa.

Aqui em Bauru, é mais ou menos típico o acidente que envolve carro e moto inseguro, cheio de jovens, em sua maioria, bêbados e sem cinto de segurança, ou seja, são mortos pela ignorância pelo atraso cultural. Não conhecem a utilização do cinto, acham que beber e dirigir são compatíveis: e ainda não têm a exata noção de diferença entre automóvel e uma carroça.

Sem saber com o que estão mexendo, vão cedo para os hospitais e aos cemitérios. Ainda não conseguiram digerir o avanço tecnológico que é o automóvel, nem regras para usá-lo como instrumento útil para ampliar a qualidade de vida. Não entenderam nada (com raras exceções é claro!) E morrem.

Quando vejo as estatísticas de mortes nas ruas e estradas, fico pensando o que estão fazendo os ambientalistas, que andam de todos os lados cuidando de todas as naturezas; dos vegetais, a dos minerais e a dos animais irracionais, mas abandonaram a dos animais racionais, que estão sendo dizimados pela agressividade no trânsito.

Se a impunidade fez aumentar gradativamente o morticínio no asfalto, a punição exemplar pode obrigar os violentos a refletirem, funcionou assim no país do automóvel.

Os americanos dirigem bem por quê têm medo da punição.

Aqui nem dirigimos bem, nem nos preocupamos com a punição. Por isso, temos quase uma centena de mortes e mil feridos todos os dias, na guerra civil do asfalto...

João Álvares