10 de julho de 2026
Política

PDT deverá lançar Mariano para federal


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O vereador Fabiano Mariano deve ser confirmado como pré-candidato a deputado federal pelo PDT, que o elegeu como um dos nomes prioritários da sigla no Estado. “Sem demérito a outros candidatos, significa que ele terá prioridade no tempo de televisão e contará com ajuda do diretório estadual”, explica o secretário estadual do partido, Lucio Ricardo Maluf.

Ele esteve na cidade anteontem, quando reiterou a intenção de tornar o atual parlamentar um líder regional, em área extensa que inclui cidades como Jaú, Garça e Ibitinga. O desafio demandará viagens, muito trabalho e também cobranças, que partirão dos dois lados. A aposta da sigla faz parte da estratégia de reestruturação do partido e fortalecimento do PDT principalmente no Estado de São Paulo.

Na região, Mariano está à frente da incumbência. Em relação às eleições de outubro, espera retaguarda da legenda. “É uma pré-candidatura, prestes a ser construída dentro do partido, com aval da direção. Mas meu primeiro intuito neste comento é continuar no meu mandato como vereador, como sempre fiz. Com transparência, muito empenho, seriedade e trabalho. Se por ventura se concretizar a candidatura a deputado federal, ela vem para que a gente possa ser uma alternativa para Bauru e região. Um representante na esfera federal para trabalhar com a mesma seriedade e compromisso que exerço na Câmara”, afirma.

Fabiano Mariano tem os atributos essenciais para a fase de renovação pela qual passa a legenda, destaca Maluf. “É a expressão de renovação, de juventude, de uma nova forma de fazer política. Precisamos de quadros assim”, garante. Para o partido, Mariano é o nome certo para ocupar um espaço vago como representante de Bauru e região na Câmara Federal.

“Temos uma força muito grande na região para deputado estadual, que é o Pedro Tobias, mas não temos a mesma correspondência na Câmara Federal. Estrategicamente, existe espaço para ocuparmos de forma inteligente e capaz”, diz o secretário estadual do PDT.

Contexto

Na opinião de Maluf, para participar de um pleito, algumas variáveis precisam ser respeitadas: o querer, o poder (com nome registrado em partido, por exemplo) e o saber fazer. Os três requisitos, porém, não são suficientes se o cenário não oferecer condições. E, para o partido, oferece. O objetivo agora é participar das eleições com propostas mais alinhadas ao viés político da ainda chamada esquerda.

“Recentemente, o PDT passou por uma mudança muito grande em São Paulo, com a saída do grupo anterior (Paulinho da Força). Agora fazemos parte do mesmo grupo político há 30 anos, oriundo do Leonel Brizola, original da construção do PDT”, explica Maluf. Segundo ele, em 3 meses foram formados ‘60 novos PDTs’, em São Paulo, cujo objetivo é trabalhar dentro de sua linha doutrinária progressista, nacionalista e trabalhista.

Alinhada à proposta está Maria Helena Catini, pré-candidata a deputada estadual. Se não houver qualquer ‘opção viável’ à esquerda no cenário nacional, o partido apoiará a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Já para governador paulista, a sigla lançou a pré-candidatura do deputado estadual Major Olímpio.