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Éder Azevedo |
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Encontro reuniu representantes de prefeituras da região |
O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Francisco Maia, propôs ontem, durante visita a Bauru do superintendente do Ministério da Pesca e Agricultura (MPA), Marcos Alves Pereira, a realização de um projeto, com financiamento federal, para transformar a lagoa da Quinta da Bela Olinda em uma espécie de unidade de capacitação da piscicultura.
A iniciativa foi apresentada pelo secretário ao superintendente, que esteve na cidade para participar de um encontro com representantes de prefeituras e agricultores da região e falar sobre os incentivos que o governo federal oferece para a criação de peixes.
O evento segue uma politica do ministério que tem como objetivo dobrar a produção nacional de pescado, passando das 500 mil toneladas/ano atuais para um milhão de toneladas, e consolidar a atividade aquícola no País.
Como parte deste esforço, o MPA está desburocratizando os procedimentos para o cadastramento de aquicultores no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).
Para o superintendente do MPA, Marcos Pereira, a produção de 89 mil toneladas/ano de pescado no Estado de São Paulo, o mais populoso do País, é ainda muito tímida, perto do grande potencial das regiões, incluindo Bauru. “Por isso é importante o cadastramento dos potenciais produtores para mapear esse potencial na região. Dinheiro para isso não vai faltar”, garante o superintendente, uma vez que o Ministério da Pesca irá disponibilizar linha de crédito de até R$ 4 bilhões para o setor este ano em todo o País.
O secretário Francisco Maia esteve ontem com o superintendente na lagoa da Quinta da Bela Olinda para mostrar detalhes do projeto.
Segundo ele, Bauru e região têm todas as condições de se transformarem em um grande produtor de pescado para atender à demanda local.
“Atualmente temos mais forte apenas produção de alevinos em Tibiriçá, mas Bauru tem potencial. Por isso, vou propor montar uma unidade demonstrativa de produção de peixes na lagoa. Funcionaria como uma escola de capacitação para pesca. A vinda dele hoje (ontem) é justamente para conhecer o local”, afirma Chico Maia.
Para a ideia sair do papel, entretanto, Chico antecipa que seria necessário um investimento de R$ 2 milhões para a adaptação do local, que receberia peixes.
Além da proposta envolvendo a lagoa, o secretário também pediria a liberação de recursos federais para recuperação de 15 tanques para criação de peixes, abandonados há mais de dez anos no Horto Aimorés. “Em parceria com os assentados, os pescados poderiam entrar também na lista de compras do governo para alimentação escolar, por exemplo”.
Regularização
O evento também se destaca como incentivo à regularização dos produtores que estão na informalidade, junto ao Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).
O cadastro é importante para que a prefeitura consiga mapear o potencial de produção de Bauru.
Por isso, hoje, das 9h às 12h, a Sagra realizará, em suas dependências, o cadastro de produtores interessados na produção de pescado junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura. O cadastro também ocorrerá, das 14h às 15h, no Centro Rural Tibiriçá.
O evento, coordenado pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sagra), foi realizado ontem nas dependências das Faculdades Integradas de Bauru (FIB).
Serviço
A Sagra fica na avenida Nuno de Assis, 14-60, Jardim Santana, em Bauru.
O Centro Rural Tibiriçá fica na rua Carmino Zamataro, s/nº, no distrito de Tibiriçá.