|
Polícia Civil/Divulgação |
|
|
|
Os dez acusados foram presos na casa de um suposto integrante da quadrilha, na Vila São Francisco, em Bauru |
Uma operação da Polícia Civil de Bauru, com a apoio de equipes de Jaú, prendeu dez homens acusados de integrar uma quadrilha que atacava caixas eletrônicos de agências bancárias na região.
A prisão ocorreu anteontem à noite na casa de um dos supostos integrantes do bando, Ednelson da Silva, vulgo Branco ou Gordo, morador da Vila São Francisco, região do Jardim Terra Branca. Além dele, outros nove homens – oriundos da Capital – foram detidos dentro da residência pelo cerco da polícia, por volta das 22h30.
Reunido, o grupo planejava estourar um caixa eletrônico existente no interior de um hospital, localizado na rodovia Bauru-Jaú, ainda na madrugada de ontem, conforme o JC apurou junto à Polícia Civil.
Além de Ednelson, foram detidos Renato Leite Dantas, de 25 anos; Marcos Nascimento Sampaio, de 26 anos; Reginaldo da Silva, de 38 anos, vulgo Dinho; Cristiano Batista de Santana, de 35 anos; José Francisco Irmão, de 45 anos, vulgo Bigode; Junio Bernadino Forte, de 37 anos, vulgo Velho; Elisson Santos Silva, de 35 anos, vulgo Neguinho; Gimes Santos Fontinelle Souza, de 30 anos, vulgo Abacaxi; e Joadir Gonçalves Soares, de 47 anos, vulgo Carioca.
Esse último acusado é tido como o mentor da quadrilha que agiria no recrutamento e na articulação das ações criminosas.
Eles foram detidos minutos após chegarem de viagem à residência do suposto integrante, localizada na quadra 3 da rua Maria José Pereira. Na ocasião, aproximadamente 30 policiais de Bauru e Jaú agiam monitorando a movimentação da casa.
Armamentos
Além das prisões, a polícia apreendeu ainda, em uma loja de utensílios de propriedade de Ednelson, na quadra 15 da rua Ayrton Busch, região do Parque Jaraguá, quatro pistolas – três semiautomáticas de calibre 380 milímetros e uma 9 milímetros, de uso restrito, todas com a numeração raspada. Também foram apreendidos no local maçaricos e cilindro de oxigênio.
Na casa e com os acusados a polícia encontrou um macaco hidráulico, um pé de cabra, luvas e toucas ninjas, além de mais cilindros de gás. Os celulares dos acusados também foram apreendidos na ocasião.
Os quatro veículos utilizados pelo bando – uma EcoSport, um Golf e um Voyage antigo, todos com placas de São Paulo, além de um Fusion, com placas de Bauru – também foram recolhidos.
No momento da prisão, um dos envolvidos teria sido flagrado com um pente de arma carregado escondido em uma bolsa.
Modo de agir
O grupo acusado, segundo apontam as investigações, agiria de duas formas, com armamentos de menor ou maior potencial, dependendo do alvo.
Na primeira situação, os bandidos utilizariam as armas para render vigias de bancos e, com maçaricos, danificar os cofres dos caixas eletrônicos. Já na segunda situação, o bando utilizaria o armamento pesado para explodir os equipamentos com dinamites e render um maior número de pessoas, além de se sobressair em possíveis trocas de tiros com a Polícia Militar.
Extensa ficha
Dos nove presos da Capital, conforme o delegado seccional, apenas um não teria antecedentes criminais. “Quase todos possuem ficha extensa por roubos, sequestro e inclusive homicídio”, resume.
Diante da prisão, apenas um dos dez envolvidos – não identificado pela polícia ao JC – teria confessado participação na quadrilha e em alguns crimes.
“Estamos à frente de um grupo perigoso, articulado e especializado. Com certeza evitamos uma tragédia maior com a prisão”, finaliza Granja.
|
|