O Ministério Público de São Paulo afirmou nesta sexta-feira (7) que vai pedir explicações ao Metrô sobre a pane que provocou um tumulto na noite da última terça-feira. Na ocasião, houve atos de vandalismo e a circulação de trens ficou parada por cerca de cinco horas na linha 3-vermelha.
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O Metrô chegou a relatar em nota que houve seguranças agredidos |
O promotor César Dario Mariano da Silva aponta que é necessária uma investigações para apurar o que provocou o tumulto. Por conta disso, foi dado um prazo de 10 dias para que o presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, dê informações sobre reforma e manutenção da frota do trem que sofreu avaria.
Também foi solicitado um relatório sobre problemas técnicos sofridos pelos trens do lote e os nomes do funcionários responsáveis pelos contratos de manutenção. Procurado, o Metrô afirmou que ainda não recebeu o ofício do Ministério Público.
O problema de terça-feira começou por volta das 18h20 após uma falha em uma porta na estação Sé. Passageiros relataram que outras composições pararam ou tiveram lentidão e o sistema de ar-condicionado foi desligado, o que os levou a acionar os botões de emergência e descer nos túneis.
Houve pânico. Em menos de dez minutos, a reportagem viu cinco pessoas passando mal, entre elas duas desmaiadas, na estação Santa Cecília. Na Sé houve um desentendimento entre passageiros e seguranças. O Metrô chegou a relatar em nota que houve seguranças agredidos.
Com isso, a circulação de trens ficou restrita ao trecho entre as estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera até por volta das 23h30, quando foi normalizada em toda a linha.