Depois de uma semana dura de trabalho, tudo o que muita gente quer é poder passar dois dias relaxantes e tranquilos no conforto do lar. No entanto, o merecido descanso se transformou em tormento para a família da professora Mara Regina Livramento Cardoso, que há um mês não consegue ficar em casa aos finais de semana. O vilão, mais uma vez, é a falta de água.
“De um mês para cá, aos sábados e domingos não existe água”, diz Mara, que vive com o marido e o filho na quadra 1 da rua Padre Paulo Petruzelis, no Mary Dota.
Impossibilitada de executar atividades básicas como tomar banho ou cozinhar, a família tem que encontrar refúgio a cada vez que a semana termina. “Meu filho vai para a casa da namorada ou de amigos, e eu fico na casa do meu pai”.
Segundo a professora, o abastecimento também é prejudicado de segunda a sexta-feira. Ela conta que a água costuma chegar à torneira no período da manhã, desaparecer à tarde e só voltar no início da madrugada, entre 1h30 e 2h.
“Eu chego às 18h e não tem como tomar banho”, reclama. Limpar a casa também ficou mais difícil, e a família sofre com o calor por ter que deixar portas e janelas fechadas para evitar a entrada de poeira.
Indignada, Mara cobra uma atitude das autoridades. “Eu sou uma cidadã que paga impostos. Não estou pedindo esmola a ninguém”.
Sem previsão de melhora
A assessoria do Departamento de Água e Esgoto (DAE) informou que o nível do reservatório do Mary Dota está baixo devido ao calor, à ausência de chuvas e ao alto consumo. A tendência é que a situação continue a mesma enquanto essas condições persistirem.
O órgão pede que os moradores da região evitem o desperdício, adotem medidas de economia e invistam em reservatórios individuais.