08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A verdadeira história


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Eu, vereador Adriano Delfino da Silva, conhecido como Drikão, venho respeitosamente até vocês expor o que realmente aconteceu no episódio propagado pela mídia regional e pela internet sobre a suposta agressão que cometi contra o jornalista Paulo Franco. Na noite daquela segunda-feira, dia 4 de fevereiro, durante conversa telefônica com o jornalista chamado de "Língua Preta", de quem até me considerava amigo, pedi uma explicação sobre o fato de ele ter postado reportagem em seu site afirmando que eu era contrário ao convênio da prefeitura com o hospital de Agudos, já que a notícia inverídica poderia jogar a população da cidade contra mim.

De repente, o suposto jornalista, de uma hora para outra, passou a me xingar, usando inclusive com palavras de baixo calão. Não entendi sua motivação, mas de qualquer forma, ficamos de conversar pessoalmente para esclarecer melhor o ocorrido no dia seguinte. Acontece que quando cheguei em frente à Câmara de Agudos, na tarde de terça-feira, dia 5, ao encostar no repórter, fui surpreendido com um golpe desferido pelo "Língua Preta" com sua máquina fotográfica. O equipamento acertou minha cabeça. Fiquei zonzo e durante um segundo esqueci da existência de qualquer regra de civilidade e revidei com um soco, que acertou seu pescoço e o derrubou. Nesse momento, coincidentemente, havia pessoas posicionadas e com equipamentos fotográficos preparados para registrar o ocorrido. Algo que ainda não compreendi.

É importante frisar que nosso desentendimento não foi motivado pela sua cobertura da manifestação das famílias que invadiram as casas do Parque Santa Cândida, que acontecia em frente à Câmara no momento. Gostaria também de ressaltar que jamais eu teria essa atitude de agredir alguém, ainda mais pelas costas e com covardia. Além disso, é preciso deixar claro que a máquina fotográfica de Paulo Franco foi quebrada ao acertar minha cabeça e não porque eu chutei seu equipamento, como ele alegou em boletim de ocorrência. De qualquer forma, passamos os dois por exame de corpo de delito e o equipamento também já está nas mãos da perícia, que vai apontar em breve que a minha versão dos fatos é a verdadeira.

Não tenho nenhum orgulho de minha atitude. Peço desculpas publicamente pelo meu ato. O povo de Agudos me conhece e sabe que não sou uma pessoa violenta, tanto é que fui eleito para ser representante dos agudenses na Câmara Municipal. Escrevo essa carta com a intenção de esclarecer os fatos e colocar um ponto final nas acusações que tenho sofrido pelas mentiras que foram divulgadas nas páginas das redes sociais e na mídia em geral. Sem mais, agradeço a atenção de todos.

Adriano Delfino da Silva