09 de julho de 2026
Nacional

Ex-estudante acusada de matar o pai é condenada a 17 anos de prisão

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A ex-estudante de direito Érika Passarelli Vicentini Teixeira, 32 anos, acusada de ter planejado a morte do pai para ficar com R$ 1,2 milhão em apólices de seguro, foi condenada na madrugada desta terça-feira (11) a 17 anos de prisão, em regime inicialmente fechado.


A sentença foi lida pelo juiz Antônio Francisco Gonçalves às 2h49, após 17 horas de julgamento em Itabirito (a 55 km de Belo Horizonte). Quatro jurados foram favoráveis à condenação, e três à absolvição.


Segundo as investigações, o pai de Érika, Mário José Teixeira Filho, 50 anos, condenado por estelionato e foragido, contratou três seguros e planejou simular a própria morte com a ajuda da filha.


Em seguida, ele teria desistido do golpe. Érika é acusada de pedir a ajuda do então namorado e do sogro, que era policial militar, para que eles o matassem. Todos negam.


Durante o julgamento, ela se negou a responder as perguntas do promotor Cristian Lúcio da Silva. À defesa, Érika disse que recebia cerca de R$ 18 mil por mês, de várias fontes de renda, e não tinha dívidas.


Já o promotor alegou que a ex-estudante de direito é "manipuladora" e ameaçava constantemente o pai.


Após a sentença, Érika foi levada para a penitenciária feminina Estevão Pinto, onde está presa há quase dois anos.


Responsável pela defesa, o advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior afirma que já entrou com recurso e vai pedir a anulação do julgamento. Para ele, os argumentos da Promotoria foram "incongruentes".


Crime


Mário José Teixeira Filho, 50 anos, foi encontrado morto na rodovia 356, em Itabirito, em agosto de 2010 - um mês após contratar os seguros. A filha chegou a pedir o valor das apólices, que não foi liberado devido ao inquérito.


Ao ter a prisão preventiva decretada, Érika fugiu do apartamento de alto padrão onde morava com a mãe e o padrasto, no bairro Belvedere, em Belo Horizonte.


A ex-estudante foi presa em março de 2012, após ser encontrada em um prostíbulo no Rio de Janeiro. Ela nega que tenha trabalhado no local. "Ela estava ali porque foi o fim da estrada", afirma o advogado Zanone Oliveira Júnior.


Segundo o advogado, o ex-namorado e o ex-sogro de Érika também devem responder pelo crime, mas ainda não têm previsão de ir à júri.