A Microsoft negou nesta quarta-feira (13) que está omitindo websites nos resultados do Bing, seu motor de buscas, para usuários fora da China depois que um grupo chinês que luta por liberdade disse que a empresa norte-americana estava censurando material que o governo comunista julga politicamente sensível.
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Reprodução/Internet |
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A Microsoft nega as acusações de censura em relação a China |
O GreatFire.org, um grupo baseado na China que defende a liberdade de expressão, disse em um comunicado na terça-feira (11) que o Bing estava filtrando resultados de pesquisa tanto em inglês quanto em chinês para termos como "Dalai Lama", o líder espiritual tibetano a quem Pequim se refere como um separatista atrás de violência, acusações que ele nega.
A Microsoft, em resposta às alegações do grupo, disse que uma falha no sistema havia removido alguns resultados de pesquisa para usuários fora da China. A companhia já foi alvo de críticas no passado por censurar a versão chinesa do software de telefonia e mensagens via Internet, o Skype.
"Devido a um erro em nosso sistema, disparamos uma notificação errônea de remoção de resultados para algumas pesquisas listadas no relatório, mas os resultados em si estão e sempre estiveram inalderados fora da China", disse Stefan Weitz, diretor sênior para o Bing, em um comunicado via e-mail à Reuters nesta quarta-feira.
Weitz não disse se o erro foi corrigido e representantes da Microsoft em Pequim não quiseram comentar.
Acusações de censura
Entre as pesquisas que não apareciam constavam também termos ligados a Liu Xiaobo - o dissidente Prêmio Nobel da Paz atualmente detido - e à repressão do movimento da praça de Tiananmen em 1989, indicou o site Greatfire.org, que se dedica a estudar o controle da internet pelo poder comunista.
"A Microsoft pratica uma depuração dos resultados de busca nos Estados Unidos com o propósito de retirar as informações negativas sobre a China", afirma o Greatfire.org.
"Agem da mesma maneira em todos os mercados do mundo em que estão presentes", acrescentou.
Tentativas de busca realizadas pela agência AFP confirmam as afirmações do site. Por exemplo, uma busca sobre Liu Xiaobo em chinês no Bing indexa principalmente os sites governamentais chineses que criticam o Nobel da Paz.