O Congresso americano aprovou nesta quarta-feira (12) a autorização do aumento do teto da dívida por mais um ano. O Departamento do Tesouro havia anunciado que, sem a permissão de contrair mais dívida, o país poderia decretar o calote até o final de fevereiro.
No Senado, a vitória do governo foi de 55 votos a 43, de maioria simples. A votação foi rápida e a ameaça de republicanos ultraconservadores de alongar a votação não aconteceu -os senadores queriam deixar a capital rapidamente, antes de uma tempestade de neve estimada para atingir Washington ainda nesta noite.
Mesmo no Câmara, onde o governo não tem maioria, a autorização passou por 221 votos a favor e 201 votos contra em votação anteontem à noite.
A autorização foi considerada uma vitória para o presidente Barack Obama e para o Partido Democrata, pois, pela primeira vez em três anos, a oposição republicana não conseguiu arrancar nenhum corte de gastos ou redução de programas sociais, como nas votações passadas. Um novo orçamento já tinha sido aprovado pelos dois partidos em dezembro.
"A aprovação é um passo positivo para deixarmos a batalha política que estava atrasando a nossa economia", disse, em um comunicado, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.
A necessidade do Congresso autorizar o aumento do teto da dívida vem da Primeira Guerra Mundial, quando o país começou a emitir muitos títulos da dívida para financiar a campanha militar. Depois de emissões sem lastro (e sem supervisão), o Congresso aprovou a necessidade para frear o governo.