10 de julho de 2026
Polícia

Pai e filho são acusados de estuprar vizinhas

Por Marcus Liborio | Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil investiga um soldador, de 51 anos, e seu filho, de 21, após terem sido acusados de estuprar suas vizinhas. As vítimas são duas irmãs, de 9 e 14 anos. A caçula teria sido abusada pelo homem, que já está preso, enquanto a adolescente teria sido violentada pelo filho dele. Os abusos teriam ocorrido diversas vezes, no bairro Nova Bauru.

Em boletim de ocorrência (BO) registrado na madrugada desta quinta-feira (13), a criança, acompanhada da mãe, relatou à polícia que, há anos, fica na casa de Roberto José Fernandes enquanto os pais trabalham.

Ela diz que, com frequência, o homem passa as mãos em suas partes íntimas, além de se masturbar e mostrar revistas pornográficas a ela. Teriam sido abusos por cerca de cinco meses. Em um dos casos, a menina destaca que viu secreção saindo do pênis do soldador.

Depois, ainda de acordo com o que a menina relatou no BO, ele teria se limpado em um pano branco e jogado em cima do guarda-roupa de um dos quartos da casa.

Após saber sobre o abuso quarta-feira (11), a mãe da vítima teria pedido que a menina fosse até a casa do acusado para tentar localizar a tal toalha. Lá, além de não conseguir encontrar o pano, a criança teria sido novamente acariciada por Roberto.

O depoimento da criança sobre o estupro teria encorajado a irmã mais velha a denunciar o filho de Roberto pelo mesmo crime. Segundo o relato da adolescente, os abusos ocorreram há dois anos. Por diversas vezes, enquanto ela dormia no sofá, o jovem teria passado o seu órgão genital na boca da vítima.

O delegado plantonista Roberto Cabral Medeiros prendeu em flagrante Roberto José Fernandes pelo crime de estupro de vulnerável. Ele foi recolhido à Cadeia Pública de Barra Bonita.

“Em relação ao filho do homem, como a adolescente diz que os abusos ocorreram há dois anos, não fizemos a prisão em flagrante”, explica o plantonista.

Ainda nesta quinta-feira, a delegada Alexandra Ramos Nogueira, que ficará responsável pelo caso, pediu à Justiça a prisão preventiva do jovem.

“Vamos fazer mais diligências e ouvir, de novo, as vítimas”, complementa a delegada.