09 de julho de 2026
Esportes

Jogos de Inverno: Josi Santos quer ?representar bem o Brasil?


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Após o drama que marcou a sua ida aos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, diante do grave acidente sofrido por Laís Souza, de quem era companheira de treinos, Josi Santos estreia hoje na competição na Rússia. Na prova aérea do esqui estilo livre, que nunca teve participação brasileira na história das Olimpíadas, ela disse que o objetivo é “representar bem o Brasil”.

Assim como Laís Souza, Josi Santos é uma ex-ginasta que aceitou o convite da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) para tentar a sorte no esqui estilo livre. Juntas, as duas começaram a treinar no ano passado, com o objetivo de conseguir a classificação para os Jogos de Sochi na prova aérea, na qual poderiam utilizar a habilidade de fazer acrobacias.

No dia 28 de janeiro, pouco antes de sair a confirmação da vaga olímpica, quando as duas treinavam em Salt Lake City, nos Estados Unidos, Laís Souza sofreu um grave acidente. Mesmo vendo a amiga ser internada sob o risco de ficar tetraplégica, Josi Santos manteve o sonho de disputar os Jogos de Inverno. Abalada, precisou de ajuda psicológica para poder competir agora em Sochi.

Ao desembarcar na Rússia na semana passada, Josi Santos chegou a dizer que tinha ido aos Jogos de Inverno como uma forma de “homenagem” a Laís Souza. Agora, ela está pronta para competir. Nesta sexta, a esquiadora brasileira de 29 anos será uma das 24 atletas que vão disputar as 12 vagas na final da prova aérea do esqui estilo livre, após duas tentativas de salto nas eliminatórias.

Além de Josi Santos, outra brasileira entra em ação hoje. É Jaqueline Mourão, que disputará a sua terceira e última prova nesta edição dos Jogos de Inverno. Até agora, ela teve participação discreta, com a 65.ª colocação no esqui cross country e a 77.ª posição na prova de 7,5 quilômetros do biatlo, modalidade que combina tiro e cross country.

Nesta sexta, Jaqueline volta a competir no biatlo, desta vez na prova de 15 quilômetros. “Estou muito animada”, contou a atleta de 38 anos, que também foi a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos de Sochi.


De cara nova

Com a pintura vermelha, cheia de falhas e remendado, a aparência dos trenós de segunda mão adotados pela equipe brasileira de bobsled para Sochi não era muita animadora. Mas a dedicação da equipe fez a diferença.

Os atletas exploraram suas veias artísticas para lixar, limpar e “envelopar” os veículos com uma capa de material plástico. Agora, os trenós ganharam a cor azul como predominante, além de detalhes das cores da bandeira.

A “nova máquina” entra em ação na semana que vem, já que as disputas de bobsled começam a partir do dia 16 de fevereiro, com as duplas femininas.