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Reprodução Internet |
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Grupo de historiadores corre contra o tempo para evitar a destruição de mil anos de cultura em obras que foram tomadas por Hitler |
Adolf Hitler (1889-1945) era um amante das artes e, durante a Segunda Guerra Mundial, ficou com milhares de obras de grandes pintores dos países que invadiu. O filme “Caçadores de Obras-Primas”, dirigido por George Clooney, que estreia hoje em Bauru, conta a história de um grupo de historiadores de arte que parte para a guerra com o objetivo de recuperar esse patrimônio. A história é baseada em fatos reais.
O oficial americano e conservador de obras de arte Frank Stokes (George Clooney) é o líder da equipe, formada por James Granger (Matt Damon), Richard Campbell (Bill Murray), Walter Garfield (John Goodman), Preston Savitz (Bob Balaban), Jean-Claude Clermont (Jean Dujardin, de “O Artista”) e Donald Jeffries (Hugh Bonneville, da série “Downton Abbey”). Cate Blanchet interpreta Claire Simone, uma historiadora de arte francesa que trabalha em um museu dominado pelos nazistas, mas faz parte da resistência e ajuda os caçadores de arte.
O grupo arrisca a vida e corre contra o tempo para evitar a destruição de mais de mil anos de cultura - as obras estão fadadas ao fogo com a derrota de Hitler. O longa tem cenas engraçadas, que mostram o despreparo desses soldados de meia-idade para o combate, mas também dramáticas, que retratam o horror da guerra.
Convencimento
A arte é o território em que todos nos reconhecemos. Nada a ver com a política e suas sujeiras, nem com os negócios e sua ganância. A arte é pura. Eis aquilo de que os experts de “Caçadores de Obras-Primas” pretendem nos convencer: a arte está acima da guerra. Quem poderia mexer nesse território sagrado? Hitler, é claro. Não que outros não o tenham feito antes.
Nem por isso a empreitada dos sábios liderados por George Clooney pode ser considerada indecente. O que o filme camufla é que se trata, sim, de uma operação de guerra. E não por acaso os oito especialistas se alistam no exército e vão para a Europa.
No grupo de caçadores há de tudo: os mais velhos e os mais moços, os bonitões e os nem tanto, os engraçados e os sérios. Não é preciso ir longe para notar que Clooney entra no território do “filmão”: ele é quem dirige essa produção divertida, impessoal e com um fundo, digamos, sério.
E esse fundo, à parte as tiradas filosóficas, é um “mcguffin” como qualquer outro, para usar a expressão de Hitchcock. Se em vez de obras buscassem segredos científicos roubados por nazistas, nada mudaria profundamente.
“Caçadores” depende muito de certas situações (e atuações). Para vencer a inércia do filme de aventura de guerra, depende de algumas sequências felizes, que fazem o espectador saltar na poltrona. Uma delas: quando encontram um tesouro na bucólica casa de um nazista. Outra: aquela em que Bill Murray salva uma situação com um jovem soldado alemão ao fazer uma pose de John Wayne. A vencedora são as convenções do filme de guerra, como o velho heroísmo e a separação entre os bons e os maus. É um filme que se deixa ver.
Keanu Reeves estrela 47 Ronins
Um dos épicos mais abordados no cinema e teatro japonês – baseado em fatos reais ocorridos no século 18 – é o ponto de partida de 47 Ronins, aventura de época em que Keanu Reeves desempenha o papel principal. O filme também estreia hoje em Bauru.
Reeves interpreta Kai, um jovem mestiço que fugiu, ainda garoto, de uma misteriosa floresta ocupada por seres mágicos. Foi criado, então, por um rico viúvo, lorde Asano (Min Tanaka), tornando-se o melhor amigo de sua filha Mika (Ko Shibasaki). Os dois jovens se amam, mas é um amor impossível, pela diferença social entre os dois.
Um rival poderoso do velho Asano é o jovem lorde Kira (Tadanobu Asano), que usa os poderes da bruxa para criar uma armadilha que levará o rival a ser condenado a cometer harakiri. Kira também ganha a mão de Mika, incorporando os dois reinos sob seu controle.
Desterrado depois de uma fracassada participação num torneio, que foi parte da conspiração contra lorde Asano com as artes da bruxa, Kai será procurado por Oishi (Hiroyuki Sanada), braço direito do falecido, para integrar o time de ronins que, secretamente, trama vingança contra Kira pela tragédia de seu senhor.
Mestiço e não-samurai, Kai supera o preconceito dos demais espadachins. Sua origem, na verdade, se mostrará valiosa para a obtenção das espadas da vingança, na antiga floresta de onde ele veio e cujos perigos sobrenaturais só ele tem condições de superar.
Trem Noturno para Lisboa estreia
Outra estreia dos cinemas bauruenses, Trem Noturno para Lisboa (2013), do dinamarquês Bille August, é uma adaptação do livro homônimo de Pascal Mercier, pseudônimo do professor suíço de filosofia Peter Bieri, que retrata a jornada de investigação e autoconhecimento de Raimund Gregorius (Jeremy Irons), também um professor que se entrega à ideia de viver o momento, o famoso carpe diem do poeta romano Horácio.
Depois de ler e se identificar com as palavras de Amadeu do Prado (Jack Huston), escritor português cuja obra conheceu ao ficar com um livro dele que pertencia a uma mulher que o professor impediu de se jogar de uma ponte, Raimund decide largar sua vida estabelecida em Berna e pegar o trem noturno que partia da capital suíça com destino para Lisboa.
A passagem, aliás, estava dentro do livro de Amadeu. Em terras portuguesas, o protagonista inicia uma busca pelo passado de Amadeu e descobre uma história de amor, amizade, paixão, conflitos familiares, traições, disputas e agitações políticas.