11 de julho de 2026
Internacional

Apesar da proibição presidencial, manifestações seguem na Venezuela

Folhapress
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O governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, manteve na prisão ontem dezenas de manifestantes enquanto os protestos de estudantes ainda prosseguiam em várias partes da Venezuela, depois que a violência desta semana em manifestações políticas resultou na morte de três pessoas.

Manifestantes começaram a se reunir novamente em várias cidades depois de bloquearem ruas e queimarem pneus durante a noite em um protesto contra a repressão às manifestações, bem como por uma longa lista de queixas contra Maduro, da criminalidade à escassez de produtos.

Apesar da proibição presidencial de protestos, cerca de 500 pessoas se reuniram ontemna Praça Altamira, em Caracas, um ponto de encontro de protestos da oposição.

“Vamos continuar nas ruas pelos mesmos motivos de ontem e do dia anterior: inflação, insegurança e um Estado repressivo que se recusa a libertar nossos colegas”, disse à reportagem o estudante Marcos Matta, 22 anos.

Maduro acusa seus inimigos de tentarem dar um golpe de Estado contra ele semelhante àquele que removeu do poder por breve período sem antecessor, Hugo Chávez, em 2002. No entanto, não há nenhum sinal de que as manifestações de rua ameacem derrubá-lo.