09 de julho de 2026
Geral

Fim do horário de verão afeta sono


| Tempo de leitura: 2 min

Com a virada de sábado para domingo termina o horário de verão, momento em que todos os relógios nos Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste do País devem ser atrasados em uma hora.

Para muitas pessoas, esta mudança tende a provocar alterações no sono, que podem causar irritabilidade, estresse e baixa produtividade. Cansaço, fraqueza muscular, dores de cabeça, mau humor, alteração do apetite e diminuição na capacidade de concentração são outros sintomas muito comuns.

De acordo com a consultora do sono da Duoflex, Renata Federighi, é exatamente o conflito existente entre o horário do relógio e o horário biológico que causa tanto transtorno.

“Se estamos acostumados a dormir às 23h durante o horário de Verão, em seu término começaremos a sentir sono por volta das 22h, já que o relógio será retrocedido em uma hora. Porém, o primeiro passo para manter o sono em dia é respeitar o relógio, ou seja, tentar seguir a rotina normalmente, sem considerar o final do horário de Verão. Se você costuma dormir às 23h, então tente fazer o mesmo depois da mudança de horário, por mais que sinta sono mais cedo. Manter a regularidade faz com que o seu relógio biológico se adapte mais facilmente. Quando a gente dorme, há alterações psicológicas e hormonais que dependem de uma boa noite de sono”, explica a especialista.

Com o fim do horário de verão, geralmente quem sofre mais são as crianças e os idosos.

“Essas pessoas têm o horário mais rígido, por isso sentem mais dificuldade”, acrescenta Renata, que ainda nos dá mais algumas dicas simples que podem ajudar a manter o sono em ordem e evitar que a saúde seja comprometida.


Economia de R$ 400 milhões

Em vigor desde outubro de 2013, o horário de verão termina à 0h deste domingo nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do País. Com isso, os relógios deverão ser atrasados uma hora.

O principal objetivo do horário de verão é aliviar as redes de transmissão de energia nos períodos do dia em que o consumo é mais intenso, principalmente das 19h às 21h. Nos últimos dez anos, a medida possibilitou uma redução média de 4,6% na demanda por energia no horário.

O Ministério de Minas e Energia afirmou que ainda não tem um balanço da energia consumida e economizada no horário de verão deste ano. A estimativa da pasta, porém, era que a economia chegasse a R$ 400 milhões no período.

Desde 2008, decreto do presidente Lula estabelece datas fixas para o início e término do horário de verão.