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Aceituno Jr. |
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Alça de acesso da rodovia Marechal Rondon para o Santa Luzia é o “obstáculo natural” mais arriscado para pedestres e praticantes de atividade física |
A prática de pedalar, correr ou caminhar por trechos rodoviários é de alto risco. Mas em Bauru, muitos adeptos dessas atividades físicas se arriscam por acostamentos apertados, quando existem, e passagens com grande fluxo de veículos. A ausência de pistas modernas, associadas a parques urbanos, e a ainda limitada disponibilidade de trechos de ciclovia ou ciclofaixa têm levado os praticantes a se aventurar por acostamentos nas saídas do perímetro urbano bauruense.
Os trechos onde o aumento do contingente dessas modalidades de prática esportiva é proporcional ao crescimento dos riscos estão concentrados em ligações entre rodovias e a saída do perímetro urbano. Entre os percursos próximos da região urbana mais utilizados para correr e pedalar estão o trecho da altura do trevo da rodovia Marechal Rondon (SP 300) até o acesso à alça para a Bauru-Iacanga, da ligação da Rondon com a Bauru-Iacanga até o trevo de entrada para a Vila São Paulo-Quinta da Bela Olinda, da Rondon até o trevo de entrada para Bauru da rodovia Bauru-Marília, os trechos da rodovia Bauru-Jaú do Otávio Rasi até Guainás e da proximidade do campus da Unesp até o Distrito Industrial II, e o percurso do trevo da Eny, na ligação com a Rondon, até o rio Batalha pela rodovia Bauru-Ipaussu, entre outros.
Alguns grupos são assíduos nesses percursos. Nos finais de tarde, é muito comum encontrar amantes do pedal pela rodovia ou das corridas ao “som” dos carros em alta velocidade. Mas se exercitar por esses locais exige atenção, uma dose de sorte para não se deparar com contratempo vindo da pista e boa vontade em razão de obstáculos naturais como acostamentos com largura reduzida, buraco ou mato.
Há nove anos, o operador de empilhadeira Vanelson Lionete mantém a forma física com o atletismo rodoviário. “Meu percurso diário é de 7,5 km em corrida. Saio do Núcleo Nova Bauru após o trabalho, acompanho a margem da rodovia Bauru-Iacanga e subo até o Lago da Quinta da Bela Olinda. Contorno essa área e vou até o Bauru 2000. Faço o percurso em 29 minutos, correndo a uma media de 15,3 km/h.”
Lionete reconhece os riscos. “Nesse pedaço de rodovia o trânsito é muito pesado. O acostamento aqui é muito curto. Com o fim do horário de verão, o problema aumenta aqui”, diz.
O sorveteiro Sebastião Volpi enfrenta esse cenário quase todo dia. “Há seis anos faço esse trajeto, saio todo dia da Vila Vicentina, onde vendo sorvete e fica meu carrinho, e volto para casa. Para sair da Rondon é muito difícil. Já levei muito susto. Já morreram alguns conhecidos meus nesse trajeto”, lamenta.
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