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Divulgação/Assessoria da Prefeitura de Arealva |
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Piscicultor garante que até as 23h de sexta-feira as tilápias estavam vivas; causas ainda são desconhecidas |
Ao menos 30 toneladas de tilápias perdidas e um prejuízo milionário que ainda não foi contabilizado pelo piscicultor Pedro Aquilante.
Ao chegar em sua propriedade rural situada às margens do rio Tietê, no bairro Marilândia, em Arealva (41 quilômetros de Bauru), o empresário levou um susto no início da manhã de ontem, quando foi tratar os peixes.
Grande parte da sua criação de tilápias, distribuída em 13 tanques, estava morta às margens do rio. O motivo? Aí é que está o mistério. “Elas estavam vivas até as 23h de ontem (anteontem)”, informou o piscicultor.
A situação provocou reação da Prefeitura de Arealva, que compareceu na propriedade com um maquinário para ajudar o homem a retirar os cardumes do rio e enterrá-los em uma cova profunda nas imediações do rancho.
“O local todo já está tomado por um forte cheiro. Isso é um desastre anunciado. Já aconteceu em São Manuel e agora aqui”, comenta o prefeito de Arealva, Paulo Padanosque Pereira, que também esteve na propriedade em questão avaliando os danos.
Reação
Ao JC, o chefe do Executivo informou que, em função do problema, pretende organizar, para a próxima semana, um encontro com os chefes do Executivo e pescadores de todos os municípios da região margeados pelo Tietê para discutir o assunto.
“Não podemos deixar que isso continue acontecendo. O Tietê é nossa fonte de renda. Estão lançando algum produto tóxico que está ameaçando a vida no rio. Precisamos de agilidade dos órgãos envolvidos para descobrir, urgentemente, o que está acontecendo”, ressalta.
Agentes de saúde da prefeitura também compareceram ao local e recolheram amostras de peixes e da água para serem analisadas por laboratórios.
São Manuel
Na edição do dia 13 de fevereiro, o JC noticiou uma situação parecida que ocorreu em São Manuel (69 quilômetros de Bauru).
Na ocasião, o piscicultor Laudelino Bortoloto teve prejuízo de R$ 273,6 mil com a morte de 48 toneladas de tilápias. A propriedade rural dele fica às margens do rio Araquá, afluente da represa de Barra Bonita.
Técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) estiveram coletando amostras da água no local para verificar a causa da morte dos peixes, mas o resultado deve sair apenas em 30 dias.