08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Reflexão sobre MST


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A forma de distribuição de terras feita pelo Incra para assentar os que reivindicam a terra para produzir está longe de satisfação pessoal e/ou coletiva. Dar áreas de cinco, dez alqueires ou mais para cada assentado e esperar resultado positivo é uma ilusão. Não raro, muitos dos assentados, com o resultado não esperado no setor agrícola, passam as terras cedidas pelo governo para terceiros interessados sem autorização antes mesmo do prazo dado pelo Incra e buscam a vida urbana, mais confortável.

Para trabalhar na lavoura em "regime de economia familiar", um alqueire de terra é bastante. E exige técnica agrícola, nem todos estão preparados. Área maior distancia, e muito, o convívio mais de perto entre os assentados para enfrentar a vida agrária, nada fácil. Área menor facilita inclusive deslocamento deles com transporte coletivo, seja para as crianças estudarem, seja para busca de atendimento à saúde e compras e vendas na cidade mais próxima. Experiência própria.

Estamos no século XXI. Hoje, com todos os meios de comunicação disponíveis, em especial por internet, está fácil tomarmos conhecimento dos acontecimentos locais e mundiais. Fazer "movimentos" em grupo ou em massa para reivindicar dos "governos" de tudo quanto sente o povo no seu direito é questão de "combinar".

Não existe "líder". Ideias das mais variadas pessoas e classes para escolher a melhor sugestão podem trazer resultados mais rápidos na distribuição de terras para assentar os "Sem Terra" e evitar "catástrofe". Precisamos despertar que a era do "autoritarismo" já era e adequarmos à nossa era: a da "democracia". A Reforma Agrária que o MST reivindica deve ser ouvida, e sem demora.

Shigueko Sakai