Foi-se o tempo do "Benção mãe, benção pai" e ficaram os "Deus te abençoe, meu filho" e "Vai com Deus". Isso mesmo, nossos filhos já não pedem nossas bênçãos em nome da modernidade e nem praticam os mesmos costumes que foram nos ensinados desde pequenos em nossas casas. Nós que somos os pais de hoje abrimos mão da primeira frase para não "constrangermos" nossos filhos, mas as duas últimas ainda mantemos pelos perigos que rondam as cabeças de nossos filhos nas suas saídas diurnas e noturnas.
Lendo o JC, encontramos vários exemplos de desrespeito à figura humana e diversas instituições. Semanas atrás assaltaram um hospital e levaram pertences de funcionários e, pasmem, roubaram os pacientes. Os trotes violentos voltaram, uma pastora relatou que deixou sua bolsa e celular na sala da sua igreja evangélica e quando voltou tinham levado tudo, por fim, 4 padres foram assaltados em Franca após a saída da missa.
Um absurdo, ninguém respeita mais nada, a falta de educação impera por todos os lugares, "amigos" falando mal de amigos pelas costas, vagas de deficientes e idosos sendo utilizadas por qualquer um, nas filas de bancos ou supermercados todos querendo levar vantagem e nem mesmo os funcionários tem coragem de "alertar" os "espertinhos" que ali é uma fila preferencial.
Até quando vamos conviver com isso? Meu companheiro etílico Sidnei Travalini diz que em suas andanças pela Europa observou que por lá os direitos das pessoas são muito mais respeitados, e acrescenta: "É questão de educação". Segundo ele, e concordo plenamente, vamos demorar umas 3 ou 4 gerações para que possamos chegar a uma situação semelhante e deles. Como diz o velho ditado: "Somos os nossos pais e seremos os nossos filhos", portanto, sejam pais, deem bons exemplos, eduquem e corrijam seus filhos.
Roberto "general" Macedo