11 de julho de 2026
Nacional

Dilma vai a jantar de adversário do PT nas eleições paulistas

Por Tai Nalon e Valdo Cruz | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Em meio a uma das maiores crises de interlocução com o PMDB de seu governo, a presidente Dilma Rousseff participou, nesta segunda-feira (17), em Brasília, de um jantar da sigla para promover a pré-candidatura de um dos principais opositores do concorrente petista ao governo de São Paulo, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf.

Skaf, que é um dos adversários do postulante petista ao Palácio do Bandeirantes e ex-ministro de Dilma, Alexandre Padilha, foi recebido como convidado de honra pelo vice-presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu. De acordo com a assessoria da Vice-Presidência, o jantar foi na residência oficial, mas custeado pelo PMDB.

Trata-se do primeiro gesto de Dilma ao PMDB desde que as negociações para a reforma ministerial emperraram, há pouco mais de duas semanas. No evento, Dilma discursou a uma plateia de peemedebistas, entre ministros de Estado, congressistas e prefeitos paulistas.

Dilma não tocou no assunto da reforma durante o jantar. A presidente sofre pressões de uma ala do PMDB para aumentar o número de ministérios que hoje está nas mãos do partido. Integrantes ameaçam votar contra projetos do governo no Congresso.

Dilma procurou enaltecer a importância do partido em seu discurso ao dizer que o PMDB é fundamental para a governabilidade.

A presidente também aproveitou para mais uma vez elogiar Temer, o anfitrião da noite. Aliados de Temer reclamam que o vice não participa de decisões importantes do governo. A presidente tirou fotos com os prefeitos e ficou longe de peemedebistas mais críticos ao governo.

Dilma permaneceu no jantar por pouco mais de uma hora. No rol de petistas, acompanhou a solenidade o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil).

Segundo a última pesquisa Datafolha, de dezembro de 2013, Skaf aparece com 19% das intenções de voto, ficando atrás apenas do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 43%. Padilha tem 4%.