10 de julho de 2026
Política

Hospital geral no Centrinho: Estado retoma a discussão

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Após cogitar a construção de um novo hospital geral em Bauru, em outubro do ano passado, o secretário de Estado da Saúde, David Uip, afirmou, ontem, que o governo retomou o diálogo com a Universidade de São Paulo (USP) com o objetivo de que o novo prédio do Centrinho abrigue os novos leitos para internação que a cidade e a região precisam.

A possibilidade voltou a ser cogitada em função da posse do novo reitor da universidade, Marco Antonio Zago, em janeiro deste ano. Uip conta que, antes de vir a Bauru, conversou com Zago que pediu o prazo de duas semanas para se posicionar sobre o assunto.

“Ele acabou de assumir e precisa se situar. Nomeou uma pessoa de sua confiança para estudar o Centrinho. Antes de discutirmos a construção de um novo hospital, precisamos ultrapassar essa questão: o prédio que já existe continuará sendo usado exclusivamente pela USP ou não?”, pontuou o secretário.

Questionado sobre as negociações junto à USP, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que esteve ontem em Bauru, demonstrou simpatia à ideia. “Seria muito bom ver aquele prédio atendendo outras especialidades, mas ele pertence à universidade, que tem sua autonomia.”

No ano passado, o secretário declarou que não enxergava a reforma do Hospital de Base (HB) como uma alternativa viável ao Estado em função do alto investimento que a obra demandaria. Uip alega, agora, que, paralelamente à negociação com a USP, a destinação de recursos para a recuperação estrutural da unidade e a transferência da gestão à Prefeitura de Bauru devem ser definidas em curto prazo junto ao município.

Durante seu discurso, o secretário reconheceu que a estrutura hospitalar de Bauru precisa ser modernizada, mas alegou que a situação já é bem melhor se comparada a outubro de 2013, quando visitou a cidade pela primeira vez.

David Uip explicou que o governo pretende classificar o Hospital de Base como “unidade estratégica”, para cuidar de atendimentos rotineiros, como cirurgias de hérnia e apendicite. Já o Hospital Estadual deve se voltar à alta complexidade, como “unidade estruturante”, oferecendo cirurgias cardíacas, neurológicas e poli traumáticas.