A Justiça russa condenou, nesta segunda-feira (24), a até quatro anos de prisão, manifestantes que participaram de um protesto contra o governo no dia 6 de maio de 2012, véspera da posse do presidente Vladimir Putin na praça Bolotnaya de Moscou. Sete dos oito opositores terão de cumprir suas penas na prisão.
Alexandra Dujanina foi condenada a três anos e três meses de prisão, mas teve suspensão condicional da pena e poderá sair em liberdade condicional.
Yaroslav Belousov e Artiom Savelov devem ficar dois anos e meio na prisão; Andrei Barabanov, Stepán Zimín, Denis Lutskevich e Alexei Políjovich, três anos e meio; Sergei Krivov, quatro anos.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse à agência Interfax que "segundo a legislação russa, qualquer preso pode pedir indulto ao presidente". "Os condenados por esse caso também podem fazê-lo e suas solicitações serão estudadas", disse.
Os oito opositores russos foram julgados pelas desordens que explodiram um dia antes que Putin assumisse pela terceira vez a chefia do Kremlin.
Na ocasião, 500 pessoas foram detidas, 82 policiais ficaram feridos e os danos causados ao patrimônio foram de 28 milhões de rublos (R$ 1,84 bilhão), segundo autoridades russas.
Outros quatro acusados, Maria Baronova, Nikolai Kavkazski, Leonid Kaviazin e Vladimir Akimenkov, foram anistiados em 19 de dezembro no 20º aniversário da Constituição russa.
Novas detenções
Ao menos 200 ativistas foram presos hoje enquanto protestavam em frente à sede do Tribunal Zamoskvoretski, isolado por mais de 20 caminhonetes policiais, para apoiar os sentenciados.
Entre os ativistas detidos está Alexei Navalni, um dos líderes da oposição não parlamentar, que saiu em 16 de outubro em liberdade condicional, após ser suspensa sua pena de cinco anos de prisão por um suposto roubo.
Também foram detidas duas integrantes do grupo Pussy Riot Nadezhda Tolokonnikova e Maria Aliojina, que tinham cumprido penas de quase dois anos de prisão por encenar uma prece antigoverno na maior catedral russa.