O controle da gestão da retaguarda hospitalar de baixa e média complexidade foi pauta da sessão da Câmara Municipal de Bauru, realizada ontem. Lima Júnior (PSDB) criticou a forma com que as negociações em torno da transferência de responsabilidade para o município vem sendo conduzidas.
“A questão é séria e precisa ser tratada de forma clara. Até então, era dito que o Estado faria a remuneração do custeio dos serviços hospitalares sob a gestão da prefeitura. Agora, a história parece ter mudado”.
O tucano se referiu a declarações do secretário estadual de Saúde, David Uip, durante sua passagem por Bauru na última sexta-feira. Ele disse que o Palácio dos Bandeirantes investiria na reforma e na aparelhagem do Hospital de Base (HB), mas exigira contrapartida do município para o custeio dos serviços que, eventualmente, for assumir na unidade.
Secretário municipal de Saúde, Fernando Monti pontuou que a proposta é inviável. O prefeito Rodrigo Agostinho, por sua vez, admitiu a possibilidade. Lima solicitou que a Comissão de Saúde do Legislativo apure o que está sendo, de fato, conversado entre a prefeitura e o Estado. “Não dá para admitir esse jogo de empurra. Não podemos admitir qualquer tipo de manobra. Os entes precisam conversar entre si de forma transparente. Até porque não adianta queremos assumir o Base, a Maternidade Santa Isabel e o Manoel de Abreu se não conseguimos cuidar sequer da saúde básica”, finalizou.
Endosso
Raul Gonçalves Paula (PV), que participou de algumas reuniões entre o município e a Secretaria do Estado de Saúde em ocasiões anteriores, endossou o discurso de Lima.
Os vereadores Fabiano Mariano (PDT) e Telma Gobbi (PMDB) também criticaram a condução das negociações. “Talvez seja melhor cada um ficar com o que já de sua responsabilidade e fazer bem feito”, opinou a parlamentar.
Por enquanto, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) se limita a esclarecer que não há qualquer definição acerca da transferência da gestão hospitalar.