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Marco Bello/Reuters |
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Manifestante se prepara para destruir moto em que o piloto tentou atravessar barricada, em Caracas |
Em mais uma jornada de protestos e violência, outras duas pessoas morreram ontem na Venezuela.
Em Pilas, no Estado de Táchira (oeste do país), um homem de 34 anos morreu ao cair do segundo andar de um edifício após ser atingido por disparos de borracha feita por homens da Guarda Nacional Bolivariana.
A outra morte ocorreu em Cagua, no Estado de Aragua (norte), quando um jovem de 24 anos que participava de um protesto morreu ao ser atingido por disparos feitos por homens motorizados.
O total de mortos desde 12 de fevereiro já é de ao menos 13. Segundo dados oficiais, há 140 feridos e 45 detidos.
O presidente Nicolás Maduro disse que as barricadas erguidas por manifestantes pelo país já causaram a morte de 30 pessoas devido a infartos e a ataques de asma.
“Sabemos que estamos incomodando as pessoas, mas temos que acordar Venezuela”, disse Pablo Herrera, um estudante de 23 anos, perto de uma barricada no distrito de Los Palos Grandes, em Caracas.
O governo diz que 529 pessoas foram acusadas pelos protestos - a maioria recebeu apenas uma advertência, mas 45 foram para a cadeia. Cerca de 150 pessoas ficaram feridas, segundo autoridades.
Capriles, de 41 anos, rejeitou um convite para se reunir com Maduro à tarde, como parte de um encontro de prefeitos e governadores que poderia abrir o diálogo entre ambos os dois lados após duas semanas de violência.
“Este é um governo que está morrendo... eu não vou ser como a orquestra do Titanic”, disse ele a jornalistas. “Miraflores (palácio presidencial) não é o lugar para falar de paz, é o centro de operações de abusos dos direitos humanos.”
Capriles e outros líderes da oposição exigem que o governo liberte o líder preso das manifestações, Leopoldo López, e mais uma dezena de estudantes que participavam de protestos.
Eles também querem que Maduro desarme grupos pró-governo e faça algo em relação a problemas como criminalidade e falta de produtos básicos. Alguns líderes estudantis, no entanto, querem a saída do presidente.
“Se há uma coisa que esses protestos violentos têm feito é unir o ‘chavismo’”, disse Maduro à televisão estatal, usando o termo que se refere aos partidários do governo durante a gestão de 14 anos de seu antecessor, Hugo Chávez.
O presidente, um ex-sindicalista de 51 anos, seguidor de Chávez, acusa os adversários de planejar um golpe com o apoio de Washington.
A mãe de López disse que o filho preso está bem. “Ele é forte, mas ele é um prisioneiro, e para uma mãe, é terrível ver o filho na cadeia”, declarou Antonieta López.