O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), confirmou na manhã de hoje, em entrevista à rádio Jovem Pan, que a polícia descobriu o plano da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) pra resgatar a prisão de seu principal chefe, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outros três detentos que estão presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (a 611 km de SP).
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Agência Brasil |
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Alckmin confirma plano do PCC para resgatar Marcola e diz confiar na polícia |
Segundo o governador, 'lamentavelmente o caso acabou vazando' para a imprensa. Ele disse ainda que está confiante no trabalho da polícia para que o resgate não ocorra.
"Primeiro o empenho da polícia de São Paulo, 24 horas, permanentemente, contra qualquer tipo de organização criminosa, tenha a sigla que tiver. São Paulo não retroage, não se intimida. É a maior polícia do Brasil, mais preparada. Segundo em relação a esse caso [o plano de fuga], a polícia investigou, lamentavelmente isso acabou vazando. Mas a polícia está toda preparada e nós temos um esforço grande nesse trabalho", disse o governador.
Alckmin não deu mais detalhes sobre como e quando seria a ação dos criminosos. O plano inclui a utilização de dois helicópteros blindados camuflados com adesivos da Polícia Militar, para retirar os criminosos do presídio, e um avião para a fuga do grupo para uma fazenda no Paraguai, passando primeiro pelo Paraná.
A Justiça de São Paulo deve julgar nos próximos dias um pedido para que Marcola seja transferido para o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), que prevê isolamento do preso 22 horas por dia.
Outros chefes da facção presos também podem ser transferidos para o regime. A reportagem apurou que o vazamento do relatório sobre o plano de fuga, considerado extremamente sigiloso, gerou mal-estar na cúpula da secretaria da Segurança. A avaliação é que agora será difícil prender os envolvidos.
Uma possibilidade aventada é que as informações tenham sido vazadas por integrantes de gestões anteriores.