09 de julho de 2026
Geral

Educação forma 1.268 detentos na região de Bauru


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Balanço da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo mostra que, em 2013, 10.713 detentos, sendo 1.268 deles na região de Bauru, conquistaram o diploma após frequentarem as aulas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) dos ciclos I e II do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Foi o primeiro ano em que professores da Pasta passaram a atuar no Programa de Educação nas Prisões.

O acesso à educação também repercute no comportamento dos alunos. Pesquisa realizada em 123 unidades prisionais de todo o Estado identificou que 96% dos agentes da Secretaria da Administração Penitenciária declararam constatar mudanças comportamentais positivas nos cerca de 15 mil alunos que frequentam as aulas oferecidas nos presídios.

O levantamento ouviu todos os alunos presidiários, funcionários da penitenciária e também cerca de 900 professores, coordenadores e supervisores da Secretaria da Educação que atuam nos presídios.

Dos matriculados nas aulas oferecidas nas prisões, 68% dos alunos afirmaram ter vontade de continuar os estudos após o cumprimento do regime e metade afirmou ter procurado os estudos para adquirir conhecimento. Nas escolas que funcionam dentro das penitenciárias é oferecido o mesmo currículo e material didático da rede estadual, incluindo o programa EJA – Mundo do Trabalho. 

De acordo com o balanço, 15% dos professores selecionados para lecionarem nessas unidades já tinham experiências anteriores ministrando aulas para estudantes em situação de privação. Outros 25% fazem parte do corpo docente das escolas que oferecem ensino de jovens e adultos.

“A pesquisa ajuda a aprimorar as diretrizes pedagógicas e as estratégias de aprendizado. O Programa de Educação nas Prisões comemora seu primeiro ano com muitas conquistas, como a formação dos professores e a implantação do currículo estadual nas salas de aula das penitenciárias", afirma o secretário da Educação, professor Herman Voorwald.

Durante o ano passado, a Secretaria realizou seminários e cursos em parceria com universidades de capacitação para os professores que atuam no sistema prisional. O próximo passo é mapear indicadores educacionais para traçar as diretrizes do programa de educação em todo o Estado de São Paulo.