09 de julho de 2026
Nacional

PM de férias é suspeito de matar morador de rua em São Paulo

Por Andréia Fuzinelli | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Um policial militar de férias é suspeito de matar um morador de rua com um tiro na cabeça na noite de terça-feira (25) em São José do Rio Preto (216 quilômetros de Bauru).

De acordo com o boletim de ocorrência (BO), o policial, de 41 anos, atirou após ser ameaçado com uma faca por um dos três moradores de rua que estavam numa praça no bairro Santa Cruz.

Segundo a Polícia Civil, antes de atirar, o servidor público teria sido ameaçado e agredido com pedras. O policial mora próximo à praça e teria ido até lá pedir para que os moradores saíssem do local.

O morador de rua foi identificado como Bruno Alves Campos, 20 anos. O corpo dele foi enterrado nesta quinta-feira (27) em Álvares Machado (297 quilômetros de Bauru).

Segundo a polícia, dois colegas do rapaz assassinado, que estavam no local, afirmaram que o policial teria incendiado objetos dos moradores de rua e feito ameaças.

O comando da Polícia Militar de São José do Rio Preto ainda não sabe se vai afastar o policial militar. Apesar de estar em férias, ele usou a arma da PM para o disparo.

"O policial estava fora de serviço. Por isso o caso será julgado como um crime comum, pela polícia Civil", disse o comandante da PM na cidade, tenente-coronel Carlos André Medeiros Lamin.

A conduta do policial também será apurada na esfera administrativa, para fins disciplinares, segundo nota oficial da PM. O servidor público trabalha na Polícia Militar há 19 anos.

Segundo o comandante, o policial será ainda submetido a um exame psicológico após as férias. "Só então poderemos decidir as medidas quanto ao afastamento. É um caso atípico, porque ele estava fora de serviço", disse Lamin.

A arma, uma pistola calibre 40, que estava com o policial, e a faca que estava com o andarilho, foram apreendidas para perícia.

O local do crime, segundo a PM, é frequentado por moradores de rua – grande parte deles usuários de drogas. Moradores das proximidades reclamam frequentemente de furtos, sujeira e do barulho provocado por essas pessoas.

De acordo com a polícia, a vítima tinha passagens por furto qualificado, ameaça e crimes envolvendo uso de drogas. Ele tinha saído do Centro de Detenção Provisória de Rio Preto uma semana antes, dia 18 de fevereiro.