08 de julho de 2026
Geral

Trote de alunos ajuda creche

Por Cinthia Milanez | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan

Estudantes “colocam a mão na massa” ao pintarem as paredes

Música, cores e solidariedade. Essas três palavras definiram a tarde especial para calouros e veteranos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru.

Eles passaram o dia pintando a Creche Ação Comunitária São Francisco de Assis, localizada na quadra 10 da alameda Júpiter, no Santa Edwiges, e brincaram com as crianças.

De acordo com Mariana Cintra Elias, coordenadora do projeto Ao Vivo e em Cores, da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB), a intenção da iniciativa foi interagir com os novos alunos, além de fazer com que eles conheçam melhor a cidade e os bairros mais carentes.

“Queremos fazer um trote solidário, para que os calouros já cheguem com o pé direito e comecem o ano bem. Com isso, estamos fazendo a diferença e passando isso aos novos alunos”, explica.

Mariana acrescenta que a iniciativa foi do projeto Ao Vivo e em Cores, da Semana da Engenharia e do Diretório Acadêmico - todos vinculados à FEB.

Por outro lado, estudantes da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) e da Faculdade de Ciências (FC) da Unesp também participaram da ação, totalizando pouco mais de 100 alunos.

Os materiais para a pintura da creche foram adquiridos com o dinheiro arrecadado após o show do comediante Rafael Cortez, que ocorreu no anfiteatro Guilhermão na última segunda-feira.

O evento foi promovido pelo Diretório Acadêmico da FEB e, como prometido, o valor dos ingressos chegou até o projeto Ao Vivo e em Cores, que colocou em prática o trote solidário na escola.

Para Lucas Economides Gallina, calouro de engenharia civil da Unesp, a instituição passou uma imagem de ser bastante organizada e de que o trote violento não tem vez por lá. Além disso, Gallina conta que essa iniciativa também pode ter grande influência na carreira dele, porque está aprendendo a ter uma boa convivência com as pessoas e a sempre ajudar a quem precisa.

“Eles me fizeram ter uma visão diferente do que é o trote. Isso porque nós já entramos na faculdade com uma visão de não pensar só no nosso bem. Nós pensamos também em ajudar os outros. Portanto, além de conhecer os veteranos e os outros calouros, eu tive a oportunidade de ajudar outras pessoas”, conclui.