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Com espírito crítico, mas em clima de alegria, o bloco “Bauru Sem Tomate é Mixto” aposta na irreverência e ironia para misturar folia e protesto bem humorado, a mesma fórmula que marcou o lançamento do bloco no ano passado, no desfile programado para amanhã, a partir das 12h, com saída da Praça Rui Barbosa e percurso pelo Calçadão da Batista de Carvalho até a Praça Machado de Mello.
A concentração dos foliões deve começar por volta das 10h30 e a participação no bloco é aberta a toda população. “É um bloco sem corda, sem cordão de isolamento e sem abadá. É livre, não tem obrigatoriedade de fantasia. Só é obrigatório ter alegria”, brinca Silvio Selva.
O bloco conta com marchinha própria, de autoria de Selva e Tatiana Calmon, intitulada “Bauru, alegria sem mixaria”, que será executada, entre outras marchinhas tradicionais, pelo regional de samba sob regência de Alemão da Kananga. Os organizadores afirmam que a inspiração para a criação do “Bauru Sem Tomate é Mixto” foi a constatação de que faltava um tempero, uma pimenta no Carnaval bauruense. “O Carnaval de Bauru está sendo reativado e sentimos a necessidade da existência de um bloco focando em coisas críticas, nos problemas da cidade. Um bloco que saia na contramão do que ocorre no Sambódromo. E nada melhor do que sair no Centro da cidade, um local onde podemos reunir facilmente as pessoas e tratar de temas do cotidiano”, aponta Henrique Perazzi de Aquino. O bloco definiu seus alvos deste ano, que serão “cornetados”: buracos na cidade, problemas da Cohab, Emdurb, Seplan e a estátua da Havan. “O tema é ‘Bauru, alegria sem mixaria’. Este mixaria é sintomático. Tivemos um vereador que proferiu uma frase dizendo ‘médico não trabalha por mixaria’. Quem trabalha por mixaria são médicos cubanos e nós somos todos cubanos”, provoca.
Madrinho da bateria
O bloco, a partir deste ano, vai fazer uma homenagem a uma pessoa da cidade. O primeiro agraciado será o artista plástico Esso Maciel. Ele sairá fantasiado de onça e como madrinho da bateria do bloco. Madrinho mesmo, faz questão de ressaltar. “Dizem que sou madrinha do bloco. Não, porque a onça é macho. Apesar da minha condição sexual, nunca pretendi e nem tive vontade de ser mulher. Gosto mesmo é da minha composição masculina. Sou madrinho”, frisa, bem humorado.
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Quioshi Goto |
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Silvio Selva, Alberto Pereira, Cleusa Madruga, Alemão da Kananga, Rosângela Barrenha, Esso Maciel e Henrique Perazzi de Aquino integram o bloco |