Parabéns ao Luciano Olavo pelo excelente texto (JC de ontem), não podemos continuar a agir como cegos, direcionar o gatilho contra nós mesmos, no momento que adotamos atitude de selvageria não cometemos "justiça", institucionalizamos nossa ignorância.
Se não mudarmos nossa postura, qual seja, se não adotarmos a posição de lutar contra as agressões que sofremos pela ausência de Estado exigindo um Estado operante, ao invés de nos autoagredirmos, não mudaremos enquanto pessoa, pois uma vez que desejamos o fim do outro que, por alguma razão nos agrediu, e sabemos na maioria das vezes o porquê (geralmente vítimas de uma sociedade de exclusão), não estamos nos protegendo com esta atitude e sim nos levando à ruína.
Eu, assim como Luciano Olavo, fui vítima de roubo na minha antiga cidade (Bauru) andando pela Primeiro de Agosto com a Azarias Leite, levaram minha bolsa com todo meu pagamento, entraram na minha antiga casa e levaram quase tudo, foi angustiante, mas em nenhum momento desejei ou desejo a morte daquele que me agrediu.
Sara de Jesus Araújo - Maringá - PR