10 de julho de 2026
Nacional

Plataforma de petróleo se inclina no Rio e equipes são retiradas

Por Agência Brasil | Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Uma plataforma de petróleo a serviço da Petrobras adernou na bacia de Campos, na região norte do Rio de Janeiro, na madrugada de hoje. Segundo a Petrobras, a plataforma é da empresa Noble do Brasil.

Reprodução/Internet

Petrobras informou que a plataforma está estabilizada e não corre o risco de afundar

A Petrobras informou que, após registro de problemas, a plataforma SS-53, está estabilizada e não corre o risco de afundar.  A empresa, no entanto, não informou o que causou o problema -apenas que procedimentos de segurança estão sendo realizados no local.


O SindiPetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense) informou que 113 trabalhadores estavam no local no momento do acidente, que ocorreu por volta das 1h.


A maior parte dos profissionais foi evacuada durante a madrugada. Permanecem na plataforma, ainda segundo o sindicato, 36 técnicos da Noble, que tentam corrigir a falha.


De acordo com Vitor Carvalho, diretor do sindicato, há apenas um profissional da Petrobras na plataforma, que fiscaliza a operação. Os demais são terceirizados.


A empresa Noble do Brasil, proprietária da plataforma, também não comentou o assunto.


Plataformas


O problema ocorre em meio a recentes notícias de que a Petrobras poderia enfrentar novas paralisações em suas plataformas de produção na bacia de Campos caso não resolvesse questões de segurança.


Relatório do Ministério Público do Trabalho e um levantamento sobre incidentes recentes em embarcações, apurados pelo sindicato dos trabalhadores, apontam que a Petrobras precisa melhorar de forma significativa a manutenção das plataformas, para dar condições mais seguras de trabalho aos profissionais embarcados e prevenir tragédias no mar.


O documento do MPT lista irregularidades de diversos níveis de gravidade nas cinco plataformas escolhidas para vistoria em 2013, e em outra fiscalizada em 2012.


Descontrole sobre emissões de gases, rotas de fugas mal delineadas, despejo de dejetos sem tratamento no mar, botes salva-vidas incapazes de salvar, ferrugem acentuada, controle de manutenção deficiente e jornadas excessivas de profissionais de saúde foram os problemas que chamaram a atenção do MPT.


Três episódios foram registrados na bacia de Campos desde novembro pelo Sindicato dos Petroleiros no Norte Fluminense. Houve incêndio nas plataformas P-62 e P-20, ambas lançadas inacabadas no mar, e explosão na P-55, no fim de semana passado.


Questionada na ocasião sobre essas informações, a Petrobras disse que está "implementando melhorias em práticas de inspeção e de manutenção das plataformas" e que "todas as plataformas estão adequadas às normas" para "equipamentos nos quais haja gás, garantindo a segurança das pessoas e integridade das instalações".