10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Bandido morto: minha opinião


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Em 17/2/2014, li o artigo do Luciano Olavo da Silva, analista judiciário, bacharel em direito e especialista em direito eleitoral, e, na data de 23/2/2014, a cidadã Gizele Regina Miranda dos Santos, através da tribuna do leitor, manifestou a sua opinião. Acredito eu que, após uma leitura correta e interpretativa do texto, acaba ficando claro, mas claro mesmo que o assunto exposto foi totalmente mal interpretado.

Analisamos e logo tomamos a decisão de se resolver todos os problemas que envolve segurança pública: dando o poder "puxar o gatilho" para todos a sociedade brasileira e para todos os policiais, afinal bandido bom é bandido morto, correto? Não, é claro que não! Brasileiros são os donos absolutos do Brasil, pagamos uma das maiores taxas de impostos do mundo, vivemos em uma democracia democraticamente desigual, o povo aos olhos do governo torna-se "marionete" de uma superestrutura que não cumpre o seu papel que lhe é de direito.

Analisando o caso do policial assassinado brutalmente na cidade de Bauru, podemos concluir que a culpa é de quem? Quem é o responsável por esta e tantas outras mortes que assombram a sociedade brasileira? É muito fácil e óbvio que é o bandido, correto? É claro que não, mais uma vez não! A culpa é do bandido, do governo e, principalmente, dos brasileiros. Isso mesmo, de todos nós!!!

Nós brasileiros somos responsáveis por tudo o que acontece no nosso País, pois somos os legítimos donos. Afinal, pagamos para os nossos representantes administrar o nosso território. Só que nos esquecemos de cobrar pelos serviços prestados. É público e notório que a tragédia ocorrida com o policial aconteceu em um bairro dominado pelo tráfico de drogas, pelo descaso do governo e, principalmente, pela falta de cobrança da população. A criação sempre é fruto do seu criador.

Fica muito difícil comparar o Brasil com os demais países desenvolvidos, pois a cultura que impera lá nunca nem de longe se assemelha com a nossa. Vivemos à mercê de uma máquina chamada governo. E, quando falo em governo, englobo todos, municipais, estaduais e federais, constituídos de pura vontade individual, esquecendo-se do coletivo, do bem comum. A realidade brasileira é uma só: procuro tomar proveito hoje, pois não sei o dia de amanhã! Vivemos em completo esquecimento. Nem mesmo sequer nos dão os mais básicos e fundamentais direitos. Pagamos o preço do ouro e dele nem a cor pode se contemplar.

Bandido bom é bandido morto? Concluo que não. Bandido vivo ou bandido morto é sinal de que alguma coisa não funciona. A barbárie e a selvageria não são frutos para serem colhidos. A nossa existência não se resume em matar ou morrer ou em decidir quem vive e quem morre. Não podemos nos tornar escravos de vontades alheias, plantadas na mais amargurada ideia de que com sangue se encontra o caminho.

Paulo Giovani Cavichini, funcionário público e graduando em direito